O grêmio estudantil, o sindicato de luta dos estudantes, é uma entidade que representa os estudantes e luta por eles, de que modo? Ele conscientiza e mobiliza os estudantes para alcançar os vários interesses dos mesmos, com o objetivo maior de construir uma nova sociedade, com a derrubada e o fim do capitalismo.


Capitalismo este que é o modelo social e econômico que explora o trabalhador e o estudante, que causa pobreza, desigualdade, dor, exploração, falta de cultura, educação, saúde e segurança. É o causador da crise da humanidade, onde poucos têm o controle de tudo, e muitos tem que vender seu único bem, a força de trabalho, para poder sobreviver e fazer sobreviver sua família, o único modo de mudar este fato é destruir o capitalismo e instituir uma nova sociedade, uma sociedade socialista.


Sociedade esta que não tem como objetivo o lucro mas sim a eficiência dos serviços, na qual os trabalhadores controlam as fabricas(exemplo atual da CIPLA, Flasko), em uma economia planificada, economia onde não se tem milhares de fabricas de geladeira porque é ela que dará mais lucro, mas sim de geladeiras, fogões e chuveiros, porque é disto que a população necessita, este é um pequeno exemplo de uma economia socialista planejada, onde o trabalhador, o estudante, o ser humano que é pensado, um socialismo marxista.


E para lutar por estes objetivos, o passe-livre, a escola pública de qualidade, a universalização do ensino em todas as áreas, o fim da exploração, o fim do capitalismo, e por uma sociedade socialista é necessário estarmos independentes da burguesia, para podermos falar o que desejarmos, quando desejarmos e do modo que desejarmos sem ser barrados pela burguesia é necessário sermos independentes financeiramente.


É neste ponto que os grêmios estudantis de luta, os sindicatos estudantis de luta, se diferenciam dos outros, um grêmio estudantil busca sua independência financeira e consecutivamente política através da sua base, através dos estudantes, através das pessoas que de fato estão interessadas na luta, ou seja, o estudante, o trabalhador, o adolescente o pai e a mãe de família, o proletariado.
Esta Independência lhe permite lutar pelo que os trabalhadores querem e precisam, 'quem paga a banda escolhe a música' já dizia o ditado popular, não podemos aceitar financiamento da burguesia, das empresas, do estado capitalista, da diretora da escola, de qualquer entidade que não seja a própria base do grêmio estudantil, os estudantes, nós, adolescentes e jovens do Brasil.


No geral o grêmio estudantil não atende a outros propósitos se não a de defesa dos direitos dos estudantes, coletivo e individual de cada um deles, e isto se faz através da conscientização e da mobilização dos mesmos, se um grêmio não o faz não está cumprindo o seu papel, é então necessário fazer o esforço necessário para tornar estes grêmios sim entidades de luta, de conscientização da luta de classes e da cidadania de todos os brasileiros e trabalhadores de todo o mundo.

O Grêmio Estudantil da Escola Presidente Médici('Escola' porque sim lutamos pela instituição, pela liberação de verbas justas, pela infraestrutura, pela qualidade da educação pública e por cada estudante desta escola) e tantos outros grêmios livres e de luta se posiciona de modo a serem sim independentes financeiramente e consecutivamente politicamente, e neste sentido realiza o debate com todos os estudantes das lutas estudantis que participa e os mobiliza e convóca-os para contribuir voluntariamente com qualquer moeda que desejarem para manter esta independência, e continuar com a produção de panfletos informativos(cartazes chamando para atividades, convites para atos e atividades, panfletos informativos, materiais inerentes da luta estudantil em geral).


E permanecendo assim fieis a luta dos estudantes, fazendo o papel de um grêmio de luta, consciente e conscientizador, sabendo que o capitalismo e a exploração inerente dele têm de ser destruída e então iniciar uma nova sociedade, o socialismo, onde a democracia operária prevaleça, e onde a economia é planejada, não descontrolada e 'selvagem' como é o capitalismo, que tantos problemas causa como já apresentado, organizados em nossos sindicatos, fazendo deles sindicatos de luta dos trabalhadores, dos estudantes, de todos os Estudantes e Proletários(trabalhadores em geral) do Brasil e do Mundo.



Johannes Halter
Membro da UJES,
Membro do Grêmio Estudantil da Escola Presidente Médici,
Os Sindicatos dos Estudantes, Sindicatos de Luta.

Grêmios Livres e de Luta


Da organização da UJES

Art. 7º. São instâncias deliberativas da UJES o congresso municipal dos estudantes secundaristas, o congresso municipal dos grêmios e a diretoria.

Parágrafo único. As decisões, em todas as instâncias da UJES, serão deliberadas por maioria simples dos votos presentes.

Do conselho municipal dos grêmios

Art. 10. O conselho municipal de grêmios é instância de decisão da entidade, subordinado apenas ao congresso municipal, e é a instância onde são representados os grêmios estudantis da cidade.

Art. 11. Os grêmios devem eleger em reunião de diretoria o aluno que irá representar os alunos de sua escola.

Parágrafo único. Compete ao conselho municipal dos grêmios decidirem e regulamentarem questões que não foram decididas e regulamentadas no congresso municipal dos estudantes.


Como irá funcionar o CMG:

Primeiro cada grêmio deverá tirar um delegado em reunião com a diretoria do seu grêmio em sua escola para que esse represente o grêmio com direito a voz e a voto. (Esse processo deverá estar contido em ata, para que se houver maiores problemas se possa provar a real indicação dos membros da diretoria do grêmio a esse estudante).
Todos as pessoas na reunião terão direito a voz, mas somente um representante delegado de cada grêmio poderá votar. Art. 10
A reunião será presidida pela presidente Aline Moser Pavesi conforme o Art 16 b do estatuto da UJES.
Será discutido o regimento do congresso (tiragem de delegados das escolas e comissão eleitoral), entre outros assuntos podendo ser encaixados na pauta da reunião.


"Batalhas não são conquistadas sem tentativas, manifestações são feitas por algo errado na sociedade, o que muitas vezes seja incompetência de administradores públicos, resumindo prefeitos. Estudantes estão indignados com essa manipulação total, uma eleição comprada por duas empresas de ônibus, que há 40 anos permanecem na cidade sem licitação, e que depois pegam no pé de seu eleito. Falta de respeito com os estudantes, que muitas vezes precisam usar o transporte coletivo para estudar, cursos e até mesmo para lazer, e não se importam com isso, esses sanguessugas, acho que deveríamos escolher bem nossos candidatos, e depois reclamar."

Felipe Augusto_E.E.B. Profº João Rocha.

"Não so baderneiro, só não quero que roubem meu dinheiro!" - Essa era uma da frases mais gritadadas pelos estudantes. Ainda assim havia pessoas que olhavam nossa manifestação com maus olhos, ou com má fé. Incrédulos... Acredito que o povo pode mudar sim!"

Julyana Marimon Soveral_E.E.B. Profº João Rocha
Sobre o aumento da tarifa de transporte coletivo, sabíamos e discutíamos nas reuniões do grêmio, lembrando que, se fosse considerado, iria prejudicar os estudantes. Quando levávamos esses debates aos alunos das salas de aula, muitos não tinham consciência sobre o quanto isso iria os atingir, mas estávamos sempre lembrando que vinte e cinco centavos a mais era muito para quem não tem nada, ou que se esforça tanto para ganhar uma “merreca de salário”. Pensamos nos estudantes que dependem do ônibus todos os dias para ir à escola ou seu curso técnico, e também pensamos naqueles cujo os pais utilizam os ônibus para trabalhar. Esses motivos jah eram suficientes para nos incentivar a aceitar o convite para entrar para a “frente de luta pelo transporte coletivo”, onde uma de suas reivindicações era o não ao aumento da tarifa do transporte. Não estávamos a toa cantando: “O Carlito roubo pão na casa do povão!”, pois essa seria a realidade de muitas famílias.Ao passar nas salas de aula para discutir sobre esse assunto, algo realmente sensibilizou os estudantes, e a discussão na nossa escola causou 
grande repercussão: “Uma empresa privada sempre visará fins lucrativos!”.Quando o aumento foi dado, foi meio repentino, pois, após uma reunião que tivemos com Carlito no mês de março ele havia dado sua palavra que esse aumento sairia após 90 dias, tempo onde iríamos organizar uma assembléia, para explicação das planilhas, (onde a prefeitura se baseia para ver se é verídico a necessidade do aumento, nela há explicação das despesas causadas, e que é feita pela própria empresa).É verdade que deveríamos ter ficado apostos para qualquer decisão, mas a galera desmobilizou, esfriou e esperou. Foi nesse momento que o aumento foi concedido.Muitos alunos da nossa escola se indignaram com a situação, e resolveram ir às ruas protestar. Foi onde, junto a centenas de estudantes, nos reunimos em frente à prefeitura para pedir a revogação dessa decisão repentina, de um aumento abusivo, absurdo e explorativo!

O ato de segunda-feira, em frente à prefeitura, revelou a vontade que os estudantes tem para mudar, mostrou a indignação e a força que esse movimento tem.
Primero mostramos gritos de protesto e nossas faixas. Alguns dos representantes do movimento subiram com fim de falar com o prefeito e colocar nossa posição, mas ao descer falaram a nós que não foi o prefeito quem os atendeu e so mostrou o que já sabiamos, que as planilhas não eram fiscalizadas, e que eles se basiavam nela para ceder ou não o aumento.
Nossas manifestações não iriam parar...
Houve até tentavivas de repressão ao movimento, mas não nos intimidou.
Lutamos pelo que queremos, lutamos até o fim...


A partir de segunda, o bilhete comprado antecipadamente sobe de R$ 2,05 para R$ 2,30


Cerca de 300 estudantes da Escola de Educação Básica Presidente Médici, no bairro Boa Vista, protestaram na manhã desta sexta-feira contra o aumento de 12,2% nas tarifas do transporte coletivo. Estudantes do ensino médio paralisaram os estudos e se aglomeraram no pátio do colégio, onde representantes do Grêmio Estudantil e da Frente de Luta pelo Transporte Público coordenaram a ação.
Johannes Halter, estudante de 17 anos, é presidente do Grêmio Estudantil do colégio há cerca de 6 meses. Para ele, somente com manifestações organizadas e a convocação dos estudantes, é possível conscientizar a população sobre os aumentos injustos. “Os políticos não vêem pessoas. Eles vêem votos. Então que sintam a pressão dos estudantes eleitores”, desafia.
João Diego Leite, 21 anos é acadêmico de jornalismo, estava representando a Frente pela Luta pelo Transporte Público. Ele conta que o movimento existe há vários anos, mas que em 2003 tomou força com os constantes aumentos na passagem. “Esperamos chamar a atenção das pessoas para que elas se integrem ao movimento, que é legítimo e tem autonomia própria para parar as escolas”.

Mais manifestações pipocam pela cidade Ainda na manhã desta sexta-feira, outra manifestação aconteceu em frente ao Colégio Estadual Paulo de Medeiros, no Adhemar Garcia. Ali, um grupo de pouco mais de 20 estudantes, com gritos de ordem convocaram os alunos que estavam nas salas para comparecerem ao ato programado para a próxima segunda feira em frente à prefeitura.
A estudante Mayara Inês Colzani, de 16 anos, apesar da aparência franzina era quem comandava o grupo. Ela conta que faz parte do movimento estudantil desde os 13 anos e agora é a presidente do Grêmio Estudantil do colégio. Mayara argumenta que “os pais pagam bancam os custos dos filhos e isso não é justo com eles. Com isso, outros estudantes trabalham para pagar seu transporte”.
Apesar da movimentação, a diretora do colégio não liberou a saída dos alunos e criticou o movimento. “Não é um grêmio atuante. E agora querem se manifestar.” Ela não descartou a possibilidade de chamar a polícia, caso estudantes menores de idade pulem o portão para se juntar aos manifestantes.
A estudante Mayara rebateu as críticas: “Esta é uma demonstração de atuação do nosso grêmio. Os alunos precisam de nós!” finaliza.
Moradora das imediações da escola, dona Maria Conceição de Oliveira acompanhava a movimentação dos estudantes e opinou que eles estão certos. “Têm que se manifestar. Meus filhos também pagam ônibus e se não fizerem nada o que vai ser de nós?”.


postado por Redação Gazeta de Joinville às 09:44 em 15/05/2009


Prefeito Carlito Merss assinou ontem (terça-feira) decreto que reajusta passagens para R$ 2,30 e R$ 2,70 em JoinvilleO joinvilense que depende do ônibus terá de desembolsar mais pela passagem. O aumento de 12,2% foi autorizado ontem pelo prefeito Carlito Merss (PT), que não falou sobre o assunto. O bilhete comprado antecipadamente sobe de R$ 2,05 para R$ 2,30.A passagem vendida no ônibus passa de R$ 2,50 para R$ 2,70. O aumento vale a partir da zero hora de segunda-feira.Pelo menos 120 dias se passaram desde que Gidion e Transtusa entregaram o pedido de reajuste. Inicialmente, queriam 17%, mas recuaram. Concordaram com 12,2% e levaram o que pediram.Na justificativa para o índice de reajuste, decidido em reunião na segunda-feira e oficializado ontem, estão a “necessidade de manter o equilíbrio econômico e financeiro dos serviços”.O discurso deve ser repetido hoje pelo diretor-presidente do Ippuj, Luiz Alberto de Souza, escolhido para se manifestar em nome da Prefeitura. Ontem, ninguém da administração municipal comentou o assunto – somente uma nota foi colocada no site.Na tentativa de reverter o desgaste pelo reajuste, a Prefeitura anunciou ontem, também, a regulamentação do passe livre aos 60 anos – interpretado como compensação ao aumento da tarifa.O problema é que a gratuidade, hoje válida só para quem tem 65 anos, pode acabar na Justiça. Gidion e Transtusa vão monitorar o impacto da gratuidade antes de discutir qualquer compensação com a administração municipal.“Sem tentativa prévia de entendimento, não vamos tomar qualquer atitude”, diz o empresário Moacir Bogo, da Gidion. O que pode ocorrer é uma ação do Sindicato das Empresas do Transporte Urbano de Santa Catarina.



A UJES (união joinvilense de estudantes secundaristas) está convocando o CMG (concelho municipal de grêmios) para uma reunião no dia dezoito de abril (16/05/08), para a discução sobre o décimo quarto congresso da UJES.
Os grêmios deverão ter um delegado, o qual terá o dever de representar a entidade.
Será discutido a comissão eleitoral que estará organizando a eleição para uma nova diretoria da união joinvillense de estudantes secundaristas, e discutidos outros assuntos de relação ao congreso.

A reunião será no CDH (centro de direitos humanos), na rua Dr. Placido Olimpio de Oliveira, próximo a IVIX.
Mais informações: (47)84420969_Julyana Marimon Soveral

Duvidas: ujesjlle@gmail.com/ujes2008@hotmail.com


"Porque não há ninguém além dos próprios estudantes que lutem por nossos interesses e direitos "verdadeiramente", não é nenhum prefeito, governador ou presidente da republica que corre atrás de nossos benefícios, tudo que conseguimos é devido ao nosso suor, a nossa luta, muitas vezes diária, para melhorar a vida escolar de todos os estudantes, no entanto é pouquíssimo o número de indivíduos que lutam para isso acontecer, por um bem maior, que por sua vez acaba sendo esquecido por falta de ajuda estudantil".Felipe Augusto Jaraceski (E.E.B. Profº João Rocha)
"Não podemos deixar que passem por cima dos nossos direitos e finjir que não estamos vendo. E, embora que muitos achem que o que fazemos seja perca de tempo, não podemos nos desorganizar ou desistir porque o que fazemos é de muita importância"Juliana Marimon Soveral (presidente do gremio estudantil J.R.)



5.102 alunos solicitaram o benefício pela primeira vez, enquanto 17.151 estudantes pediram a recarga dos cartões
Publicado em: 11/03/2009 09:48
Assessoria de Imprensa

A Secretaria de Transportes finalizou o balanço das solicitações do Passe Livre do Estudante, que este ano vai atender 22.253 alunos da rede pública e particular. Segundo o levantamento da Setran, 5.102 alunos solicitaram o benefício pela primeira vez, enquanto 17.151 estudantes pediram a recarga dos cartões magnéticos.

O secretário de Transportes, Walter Guerlles, comenta que o número de beneficiados com o Passe Livre está dentro do previsto. "A nossa expectativa era atender 22 mil estudantes este ano, e recebemos um pouco mais. Nosso compromisso é atender todos os estudantes que desejam receber o benefício e que se enquadrem na legislação, e assim foi feito", diz Guerlles, elogiando o trabalho da equipe da Setran.

"Trabalhamos em ritmo acelerado para entregar os cartões o quanto antes. Parabéns para a equipe da Secretaria que conseguiu entregar os cartões num tempo recorde, em até três dias depois de solicitados, enquanto o prazo por lei é de trinta dias".


A possibilidade de um novo aumento nas tarifas do transporte coletivo levou os movimentos populares, entidades estudantis e organizações partidárias a formar no dia 12 de fevereiro de 2009, a Frente de Luta pelo Transporte Público. Os militantes presentes de diversas organizações aprovaram o seguinte Manifesto:

1. A Frente de Luta pelo Transporte Público nasce em um momento ímpar na história da cidade de Joinville. Depois de várias tentativas, Carlito Merss do PT é eleito sob o discurso da transparência e do diálogo, correspondendo à esperança de mudança na condução da política em nossa cidade. Porém, no início de seu mandato se desenha uma inaceitável contradição: o possível aumento nas tarifas do transporte coletivo.

2. Os governantes da cidade sustentaram até hoje um escandaloso monopólio ilegal no serviço público de transporte coletivo. Tal monopólio inconstitucional se perdura por quarenta anos beneficiando as empresas Gidion e Transtusa. O prefeito Carlito Merss, inclusive, questiona a legitimidade desta concessão através de uma Ação Popular que tramita no judiciário catarinense desde 1996.

3. A tarifa do transporte coletivo de Joinville já atingiu R$ 2,05 (passagem antecipada) e R$ 2,50 (passagem embarcada), se tornando uma das mais caras do Brasil. Este valor inviabiliza a mobilidade urbana, principalmente aos usuários mais humildes. A situação é absurda, pois é mais barato se deslocar dentro da cidade de carro do que de ônibus, o que tem tornado as vias urbanas quase intransitáveis. Mas os empresários do transporte não estão contentes. Eles querem mais um aumento: 12,2%. Isso elevaria a tarifa ao patamar de R$ 2,30. Como se não bastasse, a tarifa embarcada, que é mais um crime contra os usuários, poderá chegar a R$ 2,70.

4. Os empresários ignoram o descontentamento popular que obrigou o tema transporte coletivo ser muito bem pautado nos dois turnos da última campanha eleitoral, com promessas de redução da tarifa para R$ 1,80. Argumentos para reduzir a tarifa não faltam: implantação dos corredores de ônibus, extinção de quase todas as Linhas Diretas, cancelamento de 64 horários no sentido Tupy-Centro e 12 linhas do Pega Fácil.

5. Somando a remuneração de capital R$ 500 mil, o "salário" dos diretores R$ 130 mil e o valor mensal repassado à Passebus R$ 230 mil, os empresários engordam suas contas bancárias em quase um milhão por mês. Se as empresas fossem públicas, estes três itens seriam desnecessários, o que reduziria a tarifa imediatamente para R$ 1,80, conforme prometido na campanha eleitoral.

6. O prefeito Carlito já informou no jornal A Notícia em 11 de fevereiro de 2009, que considera a possibilidade de aumentar no índice da inflação o valor da tarifa. "Minha vontade era dar a inflação, já que eles têm data-base (negociação salarial) em maio", declarou. Mas se esta lógica for levada até o fim, então o prefeito teria que baixar a passagem, já que o valor atual está 109,2% acima da inflação dos últimos 12 anos. Ou seja, de 1996 a 2008, a inflação acumulada no período foi de 132,4% ao passo que a tarifa subiu 241,6%.

7. A declaração do prefeito foi infeliz, já que havia se comprometido durante a campanha eleitoral a discutir os preços da tarifa e no segundo turno, incorporou proposta de outro candidato que falava em reduzir a tarifa para R$ 1,80.

8. A Frente considera positivo o ato do prefeito de disponibilizar a planilha na internet, bem como um blog para o debate. Mas salienta que a discussão não se fechará no aspecto técnico. O transporte coletivo é um serviço público essencial que deve ser garantido a todos que precisam. Porém, essa realidade é impossível com o atual valor da tarifa.Tendo em vista este Manifesto, a Frente de Luta pelo Transporte Coletivo apresenta para o debate público, o seguinte programa:

Não ao aumento das tarifas de ônibus.

Compreendemos que o aumento das tarifas de ônibus tem apenas um propósito: fazer com que as empresas de ônibus não emagreçam seus lucros. Faz tempo que as empresas Gidion e Transtusa eliminaram mais de quinhentos cobradores. Economizaram ainda com a eliminação do Pega-fácil, com o cancelamento de horários no sentido Tupy-Centro, com a extinção da maioria das Linhas-Diretas, com a implementação dos corredores de ônibus, entre outros. Há motivos suficientes para reduzir a passagem, ao invés de aumenta-la.

Quem mais se prejudica com o aumento das passagens são os trabalhadores ? que apesar de terem vale-transporte, pagam o passe dos filhos estudantes ? e os trabalhadores informais. Ou seja: a maioria da população joinvilense só tem a perder com o aumento, enquanto quem ganha são apenas duas famílias que se tornaram poderosas com a riqueza adquirida em quarenta anos de monopólio.

Por esse motivo, a Frente de Luta pelo Transporte Coletivo diz NÃO AO AUMENTO. Todos os esforços serão envidados para BARRAR essa barbaridade que prejudicará o povo trabalhador.

Não ao subsídio para as empresas de transporte coletivo.

Entendemos que o subsídio às empresas de transporte coletivo nada mais é do que TRANSFERIR dinheiro público para lucros privados. De forma alguma o dinheiro público, fruto de nossos impostos, deve ter outro destino que não seja investimento na educação, saúde, moradia, etc.

Gidion e Transtusa se beneficiam de forma irregular, com exclusividade, mas sem licitação há 40 anos, com um belo pacote de benefícios. Os empresários tentam enganar a opinião pública através de gente da imprensa joinvilense regiamente paga ou patrocinada, afirmando que estão tendo prejuízo. Mentira descarada.

Auditoria nas planilhas realizada por um instituto independente e idôneo.

Não há qualquer confiança nos dados apresentados pelas empresas. Afinal, como acreditar num documento produzido por quem se beneficia de forma irregular através de um monopólio de quarenta anos? O Movimento Estudantil, ao estudar a planilha há alguns anos, constatou uma série de superfaturamentos nos valores do combustível, pneus, manutenção, entre outros. Para não haver dúvidas sobre os valores, é preciso que a planilha seja submetida a auditoria de técnicos independentes e idôneos.Auditorias semelhantes foram realizadas em Blumenau (2006), Curitiba e São Paulo, apresentando sempre o mesmo resultado: redução nas tarifas.

O Poder Executivo de Joinville, que é o poder concedente, tem o dever de determinar e custear uma auditoria das planilhas que não deixem qualquer dúvida sobre o custo das empresas e como forma de reduzir os preços das passagens.

Debate do aumento com a população através de audiências públicas e reuniões nos bairros.Acreditamos que um governo do PT deve abrir a "caixa-preta" do transporte coletivo que estava guardada a "sete chaves" durante tantos anos, através de audiências públicas para ouvir a população. Porém, esse debate não deve ficar restrito à Câmara de Vereadores. O mesmo deve ser promovido nos bairros, universidades, escolas. Se a prefeitura não promovê-los, a própria Frente o fará.

Passe Livre Estudantil sem aumento de tarifa.

O Passe Livre Estudantil é uma reivindicação histórica da juventude de Joinville. O atendimento dessa demanda vai garantir aos estudantes o pleno acesso e permanência à escola, à educação, às bibliotecas, ao cinema, à cultura em geral e aos espaços públicos da cidade.

Metade dos bairros da cidade não tem, por exemplo, escolas de ensino médio. Escolas profissionalizantes dão para contar nos dedos. As faculdades são em regiões centrais ou no Bom Retiro. Como o estudante humilde vai fazer este deslocamento se não utilizar o transporte coletivo? Quantos abandonam as salas de aula por falta de condições financeiras para pagar o transporte? Isso é justo? Isso não contraria os artigos 205 e 206 da Constituição Federal que trata do dever do Estado e da família em garantir o acesso e permanência do estudante à escola?O Passe Livre jamais poderá acarretar aumento de tarifa para os outros usuários. Ele é um direito, e não uma conta a ser paga por outros setores. O Poder Público que garanta o financiamento deste transporte. Assim estará cumprindo o que diz a nossa Carta Magna.

Criação de uma empresa pública de transporte.

Em 2013 vence a concessão ilegal do transporte coletivo à Gidion e Transtusa. É preciso que o povo trabalhador, os movimentos populares e estudantil, bem como os sérios formadores da opinião pública, defendam o retorno deste serviço para a prefeitura municipal, através da constituição de uma empresa pública de transporte coletivo. Para entender os motivos, basta ler as argumentações e informações escritas acima. Basta do transporte coletivo ser uma fonte de lucro de duas famílias ao custo do suor do povo trabalhador.

Assinam esse programa os seguintes movimentos, entidades e organizações políticas:

Movimento Passe Livre Joinville (MPL) Diretório Acadêmico de Comunicação Social Cruz e Souza (Dacs/Ielusc) Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi (Calhev/Univille) Juventude Revolução (JR) Grêmio Estudantil do João Rocha Grêmio Estudantil do Presidente Médici Grêmio Estudantil do João Colin l União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (UJES) Federação das Associações de Moradores de Joinville (FAMJO) Associação dos Praças de Santa Catarina (APRASC) Coletivo Contra Parte Movimento dos trabalhadores na Educação (MOTE) Movimento dos Servidores Públicos Municipais (MOVIMENTAÇÃO) Centro de Direitos Humanos (CDH).






A UJES esteve presente na reunião da frente com o prefeito Carlito Mers representando os estudantes e os grêmios de joinville junto de outros movimentos populares.
Em defesa dos alunos, a presidente da UJES Aline Moser Pavesi nos representou com os seguintes argumentos: contra o aumento da tarifa de transporte público (passagem de ônibus) que muitos alunos necessitam, mas para tirar de seu próprio bolso fica meio pesado,,afirmou que isso atingiria diretamente os estudantes, não só os que ultilizam o passe para ir à escola quanto os que usam para irem o os seus cursos; Falou sobre a dificuldade de ir a escola dos estudantes que moram longe e disse sobre a falta de condição de chegar ao local de ensino em dias de chuva; se posicionou contra subsídio a empresas de transporte coletivo, e totalmente a favor do passe livre para estudantes. O gremio estudantil J.R. da E.E.B. prof. João rocha estava presente com dois representantes (Juliana e Felipe), junto ao gremio estudantil do Paulo Medeiros também representado por sua presidente Maiara e o da Escola Presidente Medice com dois representantes tabem (Iago e Johannes), todos defendendo essas mesmas causas.
No fim da reunião foi encaminhado com Carlito uma auditoria pública para a explicação das planilhas e também de um estudo sobre ela feita por tecnicos da prefeitura.
Estamos na luta!!!