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Como brinde de fim de ano os estudantes e trabalhadores receberam do governo municipal um aumento da passagem de ônibus. O ex-prefeito Carlito Merss reajustou a tarifa de R$ 2,75 para R$ 3,00 e a embarcada de R$ 3,10 para R$ 3,35. 

No segundo dia do novo ano, o prefeito eleito Udo Döhler revoga o valor da passagem dado por Carlito e concede novo reajuste. Ele aumenta R$ 2,75 para R$ 2,90 e de R$ 3,10 para R$ 3,30. Mesmo concedendo valor menor, Udo aumentou o valor da tarifa, que continua 300% acima da inflação. Ou seja, o novo governo continua favorecendo as empresas privadas do transporte coletivo. 

Veja o gráfico do aumento da tarifa do transporte coletivo 

O pedido de 12% de aumento na tarifa do transporte coletivo feito pelas empresas Gidion e Transtusa à prefeitura de Joinville é absurdo. Como noticiou o Jornal A Notícia, os empresários querem o dobro da inflação. O jornal também cogita a possibilidade que o reajuste seja a inflação. Isso deixaria o preço da passagem de R$ 2,75 para R$ 2,90, antecipada e embarcada pode subir de R$ 3,10 para algo em torno de R$ 3,25. 

Outro absurdo, pois ao compararmos a inflação de 1996 até 2012 à tarifa está cerca de 200% acima do seu preço real. Ou seja, mesmo que o prefeito Carlito Merss conceda somente a inflação, o preço da passagem estará muito longe da realidade. 

Além disso, a cidade passou esse ano por três Audiências do Transporte Coletivo, estamos discutindo a mudança nesse serviço. Não seria mais prudente deixarmos qualquer discussão, sobre aumento ou não aumento, para quando esse período encerrasse? Afinal, temos outros elementos importantes nesse debate que nos levam a não aceitar nenhum reajuste. 

Em entrevista concedida ao jornal dos estudantes de Jornalismo do Bom Jesus Ielusc, Primeira Pauta, o chefe de gabinete Eduardo Dalbosco e Vladimir Tavares Constante, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (IPPUJ), dão declarações sobre controle precário do poder público sobre valor da tarifa. Segundo Dalbosco, há uma zona cinzenta de informações que onera o sistema como um todo. Já Constante diz que a prefeitura fica refém das informações das empresas que prestam serviço. 

Podemos acrescentar ainda o fato de que as empresas tem concessão para o transporte regular, mas atuam no transporte diferenciado. Levam os trabalhadores para as empresas e os estudantes para as escolas. Outro grande problema, pois o dinheiro ganho com esse serviço não entra no cálculo da tarifa. Isso colabora para que as empresas solicitem valores altos nas passagens. 

Afinal, os empresários se utilizam da mesma estrutura do transporte regular: a garagem, os motoristas, mecânicos e às vezes até os ônibus são os mesmos. Podendo até estar custeando a manutenção e o pessoal também pela tarifa do sistema público. 


Um novo modelo de transporte


A união Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) acredita que esses argumentos são suficientes para que o prefeito atual não conceda um novo aumento. Acreditamos que o grande problema do transporte em Joinville é o fato de ele ser um serviço privado, pois além de pagarmos o serviço estamos pagando pelo lucro dos empresários. Nossa defesa é que haja uma única empresa na cidade pública administrada pela prefeitura de Joinville. 

Convocamos todos os estudantes, pais, professores para a manifestação para dia 20 de dezembro, às 17h30, em frente à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR). Vamos protestar contra a destruição dos serviços públicos e contra qualquer reajuste da tarifa do transporte coletivo.



Em reunião na noite de ontem (12/12) o Comitê Popular de luta (CPL) convocou manifestação para dia 20 de dezembro, às 17h30, em frente à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR). O objetivo do ato é protestar contra a destruição dos serviços públicos e contra qualquer reajuste da tarifa do transporte coletivo. 

O transporte coletivo Joinvilense está hoje sobre a responsabilidade da Gidion e da Transtusa. Essas empresas devem assegurar a manutenção dos serviços e a qualidade dos mesmos, de modo que a população possa exercer o direito ao transporte. 

Infelizmente não estamos tendo os nossos direitos assegurados e não temos um transporte de qualidade em Joinville. A tarifa é alta, causando danos ao orçamento dos Joinvilenses e os ônibus se encontram cheios e com problemas, tornando a vida dos passageiros que precisam desse transporte diariamente mais difícil. Tudo isso ocorre para se garantir mais lucros à Gidion e à Transtusa, pois com uma tarifa cada vez mais alta e com menos investimentos, mais dinheiro as empresas poderão tirar em cima do sofrimento da população Joinvilense.

Por todo o descaso das empresas e pela má qualidade do transporte Joinvilense pedimos que mandem fotos para o nosso e-mail ujesjlle@gmail.com, para criarmos um documento e expormos para todos verem que o transporte coletivo Joinvilense não tem qualidade. 



Pedimos também, que os estudantes se organizem em torno dessa causa, criando grêmios estudantis e que os professores os ajudem. A união de professores e alunos é fundamental para esse processo, pois são as organizações escolares que garantirão mobilizações da juventude com força.


Mobilizemos contra esse descaso! o/





Este ano teremos a licitação para o transporte coletivo de Joinville, um assunto que sempre é muito discutido na cidade. A Prefeitura Municipal pretende com o processo licitatório, legalizar a concessão do transporte coletivo joinvilense, que está irregular há mais de quarenta anos. O edital para a licitação do transporte sairá até março. Enquanto isso, a Prefeitura tenta discutir com a população através das audiências públicas.

Nicolas Marcos, Presidente da Ujes
Na noite de ontem (30/01) ocorreu a primeira audiência pública que discutiu a licitação do transporte coletivo na Câmara de Vereadores de Joinville. Estiveram presentes na atividade entidades estudantis, associações de moradores e sindicatos que por unanimidade pediram que houvesse mais audiências para discutir a licitação e que também sejam feitas nos bairros para que a população tenha direito de decidir o modelo de transporte que é melhor para os trabalhadores e a juventude.

A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) marcou sua presença com seus representantes defendendo que o transporte seja público e gratuito para todos. Em suas intervenções, Nicolas Marcos (presidente da Ujes) e Luiz Souza (vice-presidente da Ujes) exemplificaram como o transporte é usado pelos estudantes e que o atual monopólio de transporte é falho.


A UJES estará presente na próxima audiência e continuará lutando por um transporte público, gratuito e de qualidade para todos!

Luiz Souza Neto, Vice-Presidente da UJES


Em 2012, novamente, os joinvilenses terão que pagar mais caro para usar o transporte coletivo.

Infelizmente todo ano a história se repete, as empresas pressionam e os prefeitos assinam.

As empresas apresentam um montante de argumentos técnicos sobre o porque é necessário aumentar a tarifa, mas depois de décadas de exploração do serviço de transporte coletivo por empresas privadas, está claro que é o lucro que precisa sempre estar aumentando.

Os estudantes e os trabalhadores em geral são os principais prejudicados com o aumento da tarifa, fica mais caro para ir a escola, para ir ao cinema, para ir ao parque.

A Ujes posiciona-se contra qualquer aumento da tarifa de ônibus, e mais, defende que para garantir que os estudantes e trabalhadores não tenham que pagar um absurdo para andar de transporte coletivo, é necessária a criação de uma empresa pública, para que a lógica seja a prestação de um serviço de qualidade e de que todos tenham acesso contra a lógica do lucro.

Todos na Audiência Pública do dia 30 de janeiro!

No dia 30 de janeiro acontecerá na Câmara de Vereadores de Joinville a partir das 19 horas, audiência pública para discutir o transporte coletivo, a Ujes convoca todos os estudantes e trabalhadores a estarem lá conosco contra os aumentos da tarifa e a favor de uma empresa pública de transporte!

As entidades e movimentos sociais abaixo assinados informam à população de Joinville que o COMITÊ DE LUTA DO TRANSPORTE COLETIVO está articulado contra o aumento da tarifa da passagem de ônibus em Joinville.


Novamente as empresas concessionárias, GIDION e TRANSTUSA, estão pressionando a Prefeitura para que a passagem do coletivo urbano seja reajustada. As empresas querem reajustar a tarifa antecipada de R$ 2,30 para R$ 2,60. É claro que os trabalhadores e estudantes não concordam com um aumento desse porte, pois seus salários não suportarão essa despesa.


Isso significa que quem ganha um salário mínimo e utiliza dois passes por dia arcará com uma despesa de R$ 104,00, se utilizar quatro passes a despesa é de R$ 208,00, com base em 20 dias de uso. O comprometimento do orçamento, nesse exemplo, será de quase 20% ou mais de 40% do salário mínimo, no segundo caso.


Entendemos que isso é inaceitável pois, além de se tratar de uma concessão pública de transporte de mais de quarenta anos e inúmeras prorrogações ilegais que estão sendo contestadas na Justiça, traz um ônus insuportável para os trabalhadores e estudantes, usuários do transporte coletivo.


É preciso respeitar os interesses de milhares de pessoas dessa cidade. Por isso temos o dever de chamar a responsabilidade do Poder Público para que atenda as reivindicações da população usuária de um serviço público essencial como é o caso do transporte coletivo.


O COMITÊ DE LUTA vai combater qualquer aumento na tarifa e queremos obter o compromisso do Prefeito de Joinville para não conceder nenhum aumento de tarifa nesse momento, possibilitar o debate com a população sobre o modelo de gestão mais apropriado para a cidade e com a abertura de licitação para a concessão do serviço de transporte coletivo, medida que é aguardada há muitos anos por todos nós como um passo intermediário para que o Município de Joinville passe a explorar diretamente este serviço público.


As empresas de ônibus dizem que precisam de reajuste porque as despesas aumentam, mas esquecem que reduzem linhas, cortaram o pega-fácil e o passe livre para idosos de 60 a 64 anos, negam o passe livre para estudantes, os ônibus transitam superlotados, não investiram em melhorias ou aumento da frota no último período, não oferecem condições adequadas para os portadores de deficiência e priorizam apenas o lucro. É preciso lembrar que o transporte público e de qualidade é um direito constitucional e não pode servir para exploração, mas para oferecer segurança e qualidade de vida às pessoas que o utilizam.


O COMITÊ DE LUTA está enviando um pedido formal ao Prefeito Carlito Merss para que não conceda nenhum reajuste e inicie o processo de licitação imediatamente. As mesmas empresas exploram o transporte urbano há mais de quarenta anos e não se vê melhorias, pelo contrário, apenas dificuldades e o desrespeito ao direito da coletividade. A legislação diz que é ilegal e ilegítima a exploração de operação do serviço público de transporte coletivo de passageiros, por empresas particulares, sem a realização de prévia licitação.
Está na hora da população de Joinville ser atendida e o transporte coletivo deixar de ser um problema. Participe do COMITÊ DE LUTA. 


Maiores informações:             47-3025-3447       – Centro dos Direitos Humanos de Joinville


Entidades que assinam o Manifesto:


APRASC 
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES CHICO MENDES
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO ADHEMAR GARCIA
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO JARDIM FRANCINE
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO PANAGUAMIRIM 
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO SANTA BÁRBARA
CENTRO ACADEMICO DE DIREITO DA UNIVILLE
CDH - CENTRO DOS DIREITOS HUMANOS DE JOINVILLE
CONDESAG - CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL DO ADHEMAR GARCIA
ESQUERDA MARXISTA DO PT
FETRAESC FEDERAÇAO TRABALHADORES DO ENSINO PRIVADO
GRÊMIO DO JURACY
GRÊMIO DO PRESIDENTE MÉDICI
GRÊMIO ESTUDANTIL TUFI DIPPE 
GRÊMIO JOÃO ROCHA 
GRÊMIO PAULO MEDEIROS
JUVENTUDE MARXISTA
MANDATO VEREADOR ADILSON MARIANO
PASTORAL DA JUVENTUDE
SINDICATO DA SAÚDE
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE JOINVILLE
SINDICATO DOS PLÁSTICOS DE JOINVILLE
SINDICATO DOS DE JOINVILLE E REGIÃO
SINDICATO DOS REPRESENTANTES COMERCIAIS/ NORTE E NORDESTE SC
SINDICATO DA SAÚDE EM ESTABELECIMENTOS PÚBLICOS DE JOINVILLE 
SINDICATO DO VESTUÁRIO DE JOINVILLE
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS GRÁFICAS DE JOINVILLE
SINDITEX - SINDICATO FIAÇÃO ETECELAGEM DE JOINVILLE
SINPRONORTE
SINSEJ
SINTE
SINTRAFAJO/SC - SINDICATO DOS TRABALHADORES DA ALIMENTAÇÃO DE JOINVILLE 
SITICOM - SINDICATO DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE JOINVILLE
UNIÃO JOINVILENSE DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS (UJES)

“A prefeitura está sendo pressionada novamente pelas empresas Transtusa e Gidion para conceder aumento da tarifa de transporte público aos usuários. O custo da passagem passaria de R$2,30 R$ para R$2,60.”

Para os estudantes o aumento é inaceitável. Ano a ano o preço da tarifa aumenta e impacta no orçamento de muitas famílias joinvilenses. Os estudantes que moram longe da escola gastam em 20 dias de aula R$92,00, com o aumento para R$2,60 gastariam R$104,00. Os estudantes não têm dinheiro para arcar com estas despesas. O aumento da tarifa de ônibus prejudicaria a condição de acesso do jovem à escola, é um ataque ao direito de livre acesso à educação, uma vez que não existe uma política de transporte gratuito para os estudantes.

Não só o acesso á escola é prejudicado, como também para toda a população o direito de se deslocar pela cidade em busca de emprego, para ir ao cinema, ao teatro.

A Ujes, como sindicato dos estudantes, tem que se posicionar contra qualquer tipo de aumento da tarifa de transporte coletivo. A Ujes está disposta a se organizar com todos os segmentos da classe trabalhadora joinvilense para lutar contra o aumento.

O prefeito municipal, como representante dos trabalhadores, tem que negar o aumento da tarifa do transporte coletivo e discutir com a população qual deve ser o modelo de transporte público para Joinville.

A Ujes está disposta a apoiá-lo nessa decisão. Caso o aumento seja concedido, a Ujes agirá de acordo com o seu dever enquanto sindicato de estudantes: mobilizar contra o aumento!


A Prefeitura de Joinville anunciou nesta manhã que Joinville não terá reajuste de ônibus em 2010. A decisão já foi comunicada aos empresários. As duas empresas queriam que passagem subisse de R$ 2,30 para R$ 2,65.


Em determinado momento da negociação, foi aventada a possibilidade da oferta de R$ 2,55. No entanto, Carlito desistiu de conceder qualquer aumento. Mais informações sobre a negativa do aumento ao longo do dia no AN.com. A cobertura completa na edição de amanhã de AN.


Fonte: A Notícia


Fonte: IPS Univali

Nós, entidades e movimentos sociais reunidos e abaixo assinados, informamos à população de Joinville que está formado o COMITÊ DE LUTA DO TRANSPORTE COLETIVO que se encontra em estado de mobilização permanente contra o aumento da tarifa da passagem de ônibus, do monopólio da concessão pública e por um transporte coletivo de qualidade.

Está sendo discutida a possibilidade de ser concedido novo aumento da tarifa do transporte coletivo pela Prefeitura Municipal, dos atuais R$ 2,30 para R$ 2,65. Entendemos que isso é inaceitável, pois, além de se tratar de uma concessão pública de mais de 40 anos e inúmeras prorrogações ilegais que estão sendo contestadas na Justiça, traz um ônus insuportável para os trabalhadores e estudantes, usuários do transporte que não obtiveram esse percentual de reajuste em seus salários.

O COMITÊ DE LUTA, através de seus integrantes, representa os interesses de milhares de pessoas, trabalhadores, trabalhadoras e da juventude dessa cidade. Por isso temos o dever de chamar a responsabilidade do Poder Público para que atenda as reivindicações dessa parcela da população usuária de um serviço público essencial como é o caso do transporte coletivo.

O COMITÊ DE LUTA vai combater qualquer aumento na tarifa e queremos avançar promovendo um seminário com técnicos e especialistas na área para debater os problemas do transporte coletivo de Joinville e o modelo de gestão que queremos.

As planilhas apresentadas para justificar os aumentos são insuficientes e desprovidas do controle social, de mecanismos eficazes de fiscalização, assim não é possível confiar nos dados apresentados pelas empresas concessionárias.

Está sendo solicitada audiência com o Prefeito, com a máxima urgência, para que o COMITÊ DE LUTA apresente suas reivindicações, dentre elas a garantia de não ser concedido nenhum aumento de tarifa imediato e o apoio para a realização de um seminário sobre transporte coletivo em Joinville que discuta amplamente o assunto.

Novas entidades estão sendo convidadas e aderindo ao COMITÊ DE LUTA que se encontra em estado de mobilização permanente para barrar o aumento da tarifa. Você também é convidado a se mobilizar, participe conosco.

APRASC - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO ADHEMAR GARCIA - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO PANAGUAMIRIM - CENTRO DOS DIREITOS HUMANOS DE JOINVILLE (CDH) - ESQUERDA MARXISTA DO PT - ESQUERDA SOCIALISTA DO PT - GRÊMIO DO JURACY - GRÊMIO DO PRESIDENTE MÉDICI - GRÊMIO ESTUDANTIL TUFI DIPPE - GRÊMIO JOÃO ROCHA - GRÊMIO PAULO MEDEIROS - JUVENTUDE REVOLUÇÃO (JR) - MANDATO VEREADOR ADILSON MARIANO - SINDICATO DA SAÚDE - SINSEJ/ DIREÇÃO ELEITA - UNIÃO JOINVILENSE DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS (UJES)


Maiores informações: 47-3025-3447 – Centro dos Direitos Humanos de Joinville

Na reunião de ontem(25/03), convocada pelo CENTRO DOS DIREITOS HUMANOS DE JOINVILLE (CDH) e a UNIÃO JOINVILENSE DA JUVENTUDE SECUNDARISTA (UJES), estiveram representadas cerca de 30 entidades estudantis, associações de moradores, sindicatos, vereadores e organizações interessadas na luta contra o aumento da tarifa de transporte coletivo.

Novamente a população de Joinville está sendo alertada da possibilidade de acontecer novo aumento no preço da passagem de ônibus que, ainda em abril, poderá passar de R$ 2,30 para R$ 2,60.

As entidades reunidas entenderam que isso é inaceitável, pois, além de se tratar de uma concessão pública de mais de 40 anos e inúmeras prorrogações ilegais que estão sendo contestadas na Justiça, traz um ônus insuportável para os trabalhadores e estudantes, usuários do transporte coletivo que não obtiveram esse percentual de reajuste em seus salários.

Na reunião, foi formado o COMITÊ DE LUTA DO TRANSPORTE COLETIVO que definiu estratégias de mobilização para barrar o aumento e realizar o debate sobre a qualidade do transporte coletivo urbano, a modalidade de exploração da concessão pública e a precariedade dos serviços prestados pelas empresas concessionárias, GIDION e TRANSTUSA, diante dos problemas enfrentados pelos usuários no cotidiano.

Não está afastada a possibilidade do COMITÊ, através das entidades que o compõem, proporem ação cível pública para barrar o aumento da tarifa, a exemplo do que já está acontecendo em Blumenau, com liminar concedida pela Justiça impedindo o reajustamento da tarifa.

Está sendo solicitada audiência com o prefeito CARLITO MERSS, com a máxima urgência, para que o COMITÊ possa apresentar suas reivindicações, dentre elas a garantia de não ser concedido nenhum aumento imediato e o apoio para a realização de um seminário sobre transporte coletivo em Joinville, que discuta amplamente o assunto.

Novas entidades estão sendo convidadas a compor o COMITÊ, que estará sendo formalizado na próxima semana com a divulgação de todas as entidades que o integram. O COMITÊ está em estado de mobilização permanente, maiores informações podem ser obtidas através do telefone: 47-3025-3447, no CDH.