Ontem dia 17/03 foi realizada o projeto UJES NAS ESCOLAS no E.E.B.Germano Timm e E.E.B. Tufi Dippe.
Na escola Germano Timm foi discutido UJES e gremio e tirado nomes para a comissão pro-gremio, e no colégio Tufi Dippe foi aprovada um estatuto e eleita uma comissão geral.



No dia 09 de março, aniversário da cidade de Joinville-SC, a União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) participou de um desfile temático organizado para a população local.
A razão do evento era a comemoração do aniversário da cidade que tinha por tema: “Como gosto de você Joinville.”
Munidos de bandeiras e cartazes com os dizeres “Como gosto de você Joinville: com educação de qualidade para todos!”, “Por uma educação pública de qualidade” e “Passe-Livre Já!”, os estudantes mostraram o que jovem de Joinville espera da sua cidade.
Com palavras de ordem como “Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o Movimento Estudantil!” e “União secundarista, é de luta e socialista!” a entidade estudantil foi recebida com muitos aplausos da população que assistia o desfile.
A solidariedade da população e dos jovens que participaram do ato demonstra que o Movimento Estudantil continua vivo e organizado, apesar de todo o esforço para sufocá-lo por parte de quem se beneficia com o caos da educação no país.
Como expressou o militante da Juventude Revolução da Esquerda Marxista e presidente da Ujes, Maico Paixão - “Estarmos realizando este ato ao povo da cidade demonstra que estamos em luta (...) Nosso principal objetivo é a união cada vez maior dos estudantes!”.
A tarefa central da Ujes é a criação e organização de grêmios livres em várias escolas de Joinville para que os jovens se aglutinem em seus sindicatos no combate por uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos e em todos os níveis.

Johannes Halter

...

A sociedade capitalista, através da divisão social do trabalho, restringe os seres humanos nas suas funções e ações, e submete todos aos interesses da acumulação de riqueza. Uma humanidade incompleta e mutilada, que não realiza seus potenciais, é o resultado do processo da produção capitalista, que transforma a tudo e todos em coisas e assim os reduz a mercadorias.

As artes, em todas as suas modalidades, é uma atividade humana que toma forma pelo emprego dos trabalhos manual e intelectual conjuntos. Podendo se tornar um possível espaço de resistência às ações do capital e dos seus processos de “desumanização”. Porém, hoje, mesmo a arte é constantemente transformada em mercadoria e assim perde seus objetivos originais, que tanto podem ser integradores (uma contribuição para formação da identidade comum aos membros de uma sociedade) como contestadores (a oposição a valores tradicionais de uma sociedade).

Nesse cenário, que é o da luta de classes, trabalhadores da Arte de São Paulo vêm organizando-se há alguns anos em movimentos que visam combater a mercantilização da Arte e a transformação do humano em coisa. Assim surgiu o “Movimento 27 de Março” – M27M, que em 2009 ocupou a FUNARTE em São Paulo, no dia 27 de março, para protestar contra o programa federal para a cultura, que se propunha fortalecer as leis de renúncia fiscal. Estas são leis que permitem empresas capitalistas financiar cultura com recursos que seriam usados para pagar impostos. Os impostos são abatidos e o dinheiro ao invés de ir para os cofres públicos divulga um produto cultural junto à marca da empresa. Publicidade paga com dinheiro público. Nem seria preciso dizer que os produtos culturais escolhidos pelas empresas sempre são o entretenimento alienado e esvaziado de qualquer componente crítico ou de reflexão.

A cultura como direito de todo cidadão e, consequentemente, como dever do estado, essa é a defesa do Movimento 27 de Março. Uma luta que se coloca a todos, não apenas os trabalhadores da arte. No capitalismo, assegurar direitos custa dinheiro, ou seja, diminui a taxa de lucro dos empresários. Por isso educação, saúde, transporte, moradia e cultura são tratados como negócios, mercadorias, tocados por empresas privadas e comprados somente por aqueles que podem pagar por eles. A contradição que se coloca, a partir da reivindicação transitória dos direitos da cidadania para todos, é o debate de se a dignidade humana pode ser atingida nesta sociedade.

A Esquerda Marxista, presente com seus militantes também no Movimento 27 de Março, levanta a questão da construção do socialismo como condição necessária para garantir acesso universal aos direitos que hoje reivindicamos: educação, saúde, cultura, moradia, emprego e transporte para todos os cidadãos. O acesso universal a esses direitos para todas as pessoas é algo que a sociedade atual simplesmente não pode resolver, porque ao escolher entre o lucro ou as pessoas, decidiu pelo lucro. Desta forma o desafio de contribuir na construção do socialismo se apresenta a todos que entendem a dignidade humana como direito de toda e qualquer pessoa, e não um privilégio que possa ser comprado por poucos.

Por Mário Conte - Militante da Esquerda Marxista do PT



Nesse sábado (27/02), no Bom Jesus Ielusc, será realizada uma discussão sobre o que se passa e acontece noHaiti. Todos que possuem interesse em conhecer a história desse país e sua atual situação, estão convidados.


Escolas de Joinville correm o risco de permanecer fechadas com o início do ano letivo. Problemas relacionados à estrutura levaram três escolas a serem interditadas no fim de 2009. Outras três estão ameaçadas de interdição. A União Joinvilense de Estudantes Secundaristas (Ujes) lança, no início do ano letivo, a campanha “Contra a destruição das escolas públicas”.

Os estabelecimentos de ensino interditados são a Escola de Educação Básica Dr. Tufi Dippe, no Iririú; Escola de Educação Básica Osvaldo Aranha, no Glória e o CAIC Francisco José de Oliveira, no Espinheiros. A única com previsão de reforma é o CAIC.

As ameaçadas de interdição são a Escola de Educação Básica Paulo Medeiros, no Adhemar Garcia; a Escola Municipal Castelo Branco, no Boa Vista e a Escola de Educação Básica Senador Rodrigo Lobo, no Jardim Sofia. A previsão para a resolução dos problemas nas duas primeiras é até o fim do ano. Para a escola Senador Rodrigo Lobo não há previsão.

Contra a destruição das escolas públicas

De acordo com o presidente da Ujes, Maico da Silva, outros colégios possuem problemas semelhantes. Para ele, a interdição é provocada pelo descaso do poder público. “As interdições evidenciam a enfermidade das escolas da cidade”, explica.

O membro do grêmio da escola de Educação Básica Dr. Tufi Dippe, Iago Paqui, afirma que a situação é muito pior do que se apresenta: “os prédios estão caindo, faltam professores, e a maioria das escolas não tem bibliotecas”.

A campanha “Contra a destruição das escolas públicas”, busca unir alunos e comunidade para exigir do governo melhor infra-estrutura do ensino. “Pretendemos reunir todos que estiverem dispostos a lutar pela melhoria da qualidade da educação”, afirma a secretária Ujes, Mayara Colzani.

João Diego


FONTE: http://minhacriticadacritica.blogspot.com/2010/01/escolas-interditadas.html


A noite de ontem [12/01/2010] foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento.

O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia.

O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo?

A ONU gasta meio bilhão de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah. Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, Coronel Bernardes não titubeou: o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país.

Hoje, dia 13 de janeiro, o povo haitiano está se perguntando mais do que nunca: onde está a Minustah quando precisamos dela?

Posso responder a esta pergunta: a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros.

Longe de mim ser contra qualquer medida nesse sentido, mesmo porque, por sermos estrangeiros e brancos, também poderíamos necessitar de qualquer apoio que pudesse vir da Minustah.

A realidade, no entanto, já nos mostra o desfecho dessa tragédia – o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados.

A polícia haitiana, frágil e pequena, já está cumprindo muito bem seu papel – resguardar supermercados destruídos de uma população pobre e faminta. Como de praxe, colocando a propriedade na frente da humanidade.

Me incomoda a ânsia por tragédias da mídia brasileira e internacional. Acho louvável a postura de nossa fotógrafa de não sair às ruas de Porto Príncipe para fotografar coisas destruídas e pessoas mortas. Acredito que nenhum de nós gostaria de compartilhar, um pouco que seja, o que passamos ontem.

Infelizmente precisamos de mais uma calamidade para notarmos a existência do Haiti. Para nós, que estamos aqui, a ligação com esse povo e esse país será agora ainda mais difícil de ser quebrada.

Espero que todos os que estão acompanhando o desenrolar desta tragédia também se atentem, antes tarde do que nunca, para este pequeno povo nesta pequena metade de ilha que deu a luz a uma criatividade, uma vontade de viver e uma luta tão invejáveis.

Por Otávio Calegari Jorge

Alunos e professores prometem manter-se mobilizados na busca de uma alternativa que garanta os direitos e dignidade de alunos e professores, bem como a recuperação qualitativa do ensino.Por Rodrigo Andrade

Na última sexta-feira uma manifestação de estudantes e professores sacudiu a Escola Estadual Vieira de Moraes, na Cidade Dutra, extremo sul de São Paulo. Em todos os períodos foi declarada greve que, segundo os estudantes, foi amplamente apoiada, não tendo havido aula em nenhum dos turnos.

Sindicalistas e um carro de som da APEOESP apoiavam o ato, que pediu a saída da diretora da unidade, Elaine Feitosa, por atos de arbitrariedade, tanto contra alunos como contra professores, malversação de verba pública, humilhações públicas contra professores, desrespeito à livre escolha dos professores nas atribuições da aula, proibição da abertura de grêmio estudantil na unidade de ensino, bem como pela precarização na administração, que tem cooperado para uma queda na qualidade do ensino na escola, para não dizer sucateamento, considerada uma das melhores da região. Esta última já tão característica dos governos neoliberais do PSDB, assim como o nivelamento por baixo do ensino público, estampado na criação das famigeradas cartilhas, que os alunos e professores também repudiam.

À noite, o ato pacífico contava com cerca de 300 pessoas e teve a participação, inclusive, de pais de alunos insatisfeitos também com a situação atual. Os participantes pediam a presença de Feitosa, que, segundo os alunos, tratou de taxar os manifestantes de baderneiros e reduzir sua causa “ao direito de chegar atrasado”, por conta da reclamação de professores que foram dispensados do dia de aula “por chegarem dois minutos atrasados”. Foram realizadas diversas falas evidenciando as exigências de alunos, pais e professores, e também o enterro simbólico da administração Feitosa.

Cabe ressaltar que, apesar do ímpeto de promover a greve, não havia piquete nos portões da escola, sendo a adesão dos estudantes ao ato, espontânea.

No entanto, o ato deste dia 13 de novembro não é o primeiro. Por inúmeras vezes alunos e professores tentaram dialogar sem sucesso com a direção, que se valeu da burocracia para emperrar os processos.

Em carta aberta o professor Luciano Paz de Lira cita diversas situações e tentativas de diálogo sem sucesso, passadas desde o começo do ano letivo, reiterando-a depois em carta à direção, datada de 2 de setembro de 2009.

Alunos e professores criaram um blog sobre a escola, onde relatam a situação, as experiências, os atos, publicam cartas, manifestos e realizam discussões on-line.

Uma primeira manifestação foi realizada em 10 de março, segundo os estudantes, por conta da direção se negar a dar assistência a uma aluna que se sentia mal. A diretora não só negou a assistência como chamou a polícia para conter as manifestações. Após as ações, vários alunos foram ameaçados de transferência e expulsão, e foi pensada a organização estudantil através de um grêmio, que também foi impedido pela direção, sob a alegação de que “só maiores de idade podem realizar a organização através de associações”, ou seja, alunos de ensino médio não teriam direito de organizar um grêmio.

Após as atividades, que terminaram por volta de 20h30, alunos e professores prometeram manter-se mobilizados e em luta, na busca de uma alternativa que garanta os direitos e dignidade de alunos e professores, bem como a recuperação qualitativa do ensino na Escola Estadual Vieira de Morais.


Fonte: http://passapalavra.info/?p=15192