A Prefeitura de Joinville anunciou nesta manhã que Joinville não terá reajuste de ônibus em 2010. A decisão já foi comunicada aos empresários. As duas empresas queriam que passagem subisse de R$ 2,30 para R$ 2,65.
Em determinado momento da negociação, foi aventada a possibilidade da oferta de R$ 2,55. No entanto, Carlito desistiu de conceder qualquer aumento. Mais informações sobre a negativa do aumento ao longo do dia no AN.com. A cobertura completa na edição de amanhã de AN.
Nós, entidades e movimentos sociais reunidos e abaixo assinados, informamos à população de Joinville que está formado o COMITÊ DE LUTA DO TRANSPORTE COLETIVO que se encontra em estado de mobilização permanente contra o aumento da tarifa da passagem de ônibus, do monopólio da concessão pública e por um transporte coletivo de qualidade.
Está sendo discutida a possibilidade de ser concedido novo aumento da tarifa do transporte coletivo pela Prefeitura Municipal, dos atuais R$ 2,30 para R$ 2,65. Entendemos que isso é inaceitável, pois, além de se tratar de uma concessão pública de mais de 40 anos e inúmeras prorrogações ilegais que estão sendo contestadas na Justiça, traz um ônus insuportável para os trabalhadores e estudantes, usuários do transporte que não obtiveram esse percentual de reajuste em seus salários.
O COMITÊ DE LUTA, através de seus integrantes, representa os interesses de milhares de pessoas, trabalhadores, trabalhadoras e da juventude dessa cidade. Por isso temos o dever de chamar a responsabilidade do Poder Público para que atenda as reivindicações dessa parcela da população usuária de um serviço público essencial como é o caso do transporte coletivo.
O COMITÊ DE LUTA vai combater qualquer aumento na tarifa e queremos avançar promovendo um seminário com técnicos e especialistas na área para debater os problemas do transporte coletivo de Joinville e o modelo de gestão que queremos.
As planilhas apresentadas para justificar os aumentos são insuficientes e desprovidas do controle social, de mecanismos eficazes de fiscalização, assim não é possível confiar nos dados apresentados pelas empresas concessionárias.
Está sendo solicitada audiência com o Prefeito, com a máxima urgência, para que o COMITÊ DE LUTA apresente suas reivindicações, dentre elas a garantia de não ser concedido nenhum aumento de tarifa imediato e o apoio para a realização de um seminário sobre transporte coletivo em Joinville que discuta amplamente o assunto.
Novas entidades estão sendo convidadas e aderindo ao COMITÊ DE LUTA que se encontra em estado de mobilização permanente para barrar o aumento da tarifa. Você também é convidado a se mobilizar, participe conosco.
APRASC - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO ADHEMAR GARCIA - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO PANAGUAMIRIM - CENTRO DOS DIREITOS HUMANOS DE JOINVILLE (CDH) - ESQUERDA MARXISTA DO PT - ESQUERDA SOCIALISTA DO PT - GRÊMIO DO JURACY - GRÊMIO DO PRESIDENTE MÉDICI - GRÊMIO ESTUDANTIL TUFI DIPPE - GRÊMIO JOÃO ROCHA - GRÊMIO PAULO MEDEIROS - JUVENTUDE REVOLUÇÃO (JR) - MANDATO VEREADOR ADILSON MARIANO - SINDICATO DA SAÚDE - SINSEJ/ DIREÇÃO ELEITA - UNIÃO JOINVILENSE DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS (UJES)
Maiores informações: 47-3025-3447 – Centro dos Direitos Humanos de Joinville
O que é o chamado "darwinismo social" e como se aplica nos EUA | |
América - a terra das oportunidades - assim diz o ditado. Mas esta é uma frase tão superficial, quando você olha para ela mais a fundo, bem no coração e no núcleo do futuro da classe trabalhadora dos EUA, que é a educação de jovens e, quando vemos que a suposta "igualdade" não está nem perto de ser igual. Na verdade, parece que a educação americana está mais baseada em manter as pessoas pobres e ignorantes para manter um fornecimento estável de trabalho barato e não qualificado para trabalhar os poucos empregos que estão disponíveis, do que, efetivamente, proporcionar uma educação real. | |
Diversas mobilizações de servidores públicos sacodem o país. O Estado precisa cortar gastos, já que bilhões foram dados para a iniciativa privada sobreviver no meio da crise econômica. Esses cortes significam menos dinheiro público para a saúde, educação, cultura, moradia, menos dinheiro para atender as necessidades do povo.
Os trabalhadores do setor público têm enfrentado duras batalhas para arrancar reajustes salariais. Entre os professores, mobilizações em todo o país têm sido feitas. Publicamos aqui dois artigos, um que trata da paralisação de 16 de março em Pernambuco, escrito pelo camarada Josenildo, o segundo artigo é um balanço da greve dos professores da rede estadual de SP, escrito pelo camarada Alex.
EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA PAROU EM PERNAMBUCO
Superando o corporativismo das entidades sindicais que representa os profissionais do magistério em Pernambuco, a partir de uma proposta apresentada pela direção do SINDUPROM/PE, no entendimento que a nossa luta é nacional para assegurar na íntegra o cumprimento da Lei nº 11.738/08, que criou o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), em reunião do Setorial da Educação da CUT/PE, foi tirada a proposta de paralisação de todos os profissionais da educação no estado e em todos os municípios, no dia 16/03/2010, com uma concentração em frente à Câmara Municipal de Recife. Incorporaram-se à concentração os trabalhadores em educação ligados ao SINTEPE, da rede estadual.
Sob a coordenação geral sob a responsabilidade da CUT/PE, a partir da chegada das caravanas dos professores de todo o estado, representando a base do SINTEPE (professores do estado), SINDUPROM/PE (representando professores de 43 municípios), SINPROJA (Professores de Jaboatão dos Guararapes), SINPC (Professores do Cabo), SINPMOL (professores de Olinda) e SINPREMO (professores de Moreno), SIMPERE (professores do Recife), além de sindicatos de servidores municipais, todos seguiram em marcha pelo centro do Recife/PE com o objetivo de arrancar uma reunião com os representantes do Governo do Estado, UNDIME e AMUPE (Associação Municipalista), para repassar as reivindicações da categoria e o descontentamento com a falta de implantação da Lei do Piso e da Carreira do Magistério.
Com as direções sindicais adaptadas as políticas de destruição da educação pública e dos direitos dos profissionais do magistério, o SINDUPROM/PE cobrou da CUT e da CNTE a responsabilidade inadiável na defesa da GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA como única saída para a categoria, a fim de assegurar o cumprimento na íntegra da Lei do Piso.
Toda a grande Recife parou no dia16 de Março passado! Mostramos força e capacidade de Luta. Ao chegarmos ao Palácio do Campo das Princesas, nos agrupamos e lá não estavam nem o governador, nem a UNDIME e muito menos a AMUPE para nos receber. Na verdade não houve empenho por parte da maioria das direções da CUT e da CNTE em amarrar esta audiência, como também não houve empenho em elaborar um panfleto único para ser distribuído aos recifenses, nem mesmo se construiu uma agenda ou pauta comum de reivindicações a ser entregue ao governo.
Claro que as direções demonstram, mais uma vez, que estão adaptadas ao governo Lula e que precisam de um “sacolejo” para cumprirem com suas responsabilidades históricas. Paramos a rede estadual de ensino, toda a Região Metropolitana do Recife e quase os 170 municípios pernambucanos restantes, prova inconteste da vontade e combatividade da categoria.
O movimento sindical, a partir da CNTE e dos sindicatos dos trabalhadores em educação, não podem se render a política dos aparatos, nem tão pouco, servir de correia de transmissão dos governos ou de qualquer partido no cumprimento de suas responsabilidades como organizações de luta, como defensores intransigentes dos direitos e das conquistas da categoria. A direção da CNTE não pode furtar-se à sua responsabilidade como representante de mais de setenta sindicatos de educação, com mais de dois milhões de trabalhadores na base. É chegada a hora de se discutir em todas as instancias para construir a GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA para impor o cumprimento da íntegra da lei do Piso e assegurar uma Carreira que realmente valorize todos os profissionais do magistério Público.
PELO CUMPRIMENTO NA ÍNTEGRA DA LEI DO PISO A CNTE DEVE PARAR O BRASIL!
UM BALANÇO DA GREVE DOS PROFESSORES DE SP
Os professores do Estado de São Paulo decidiram em assembleia, no dia 8 de abril, suspender a greve que completava um mês, massivas mobilizações tomaram as ruas da cidade de SP nesse período e, nas escolas, uma significativa adesão da categoria à paralisação.
Essa greve, que não arrancou nenhuma das reivindicações pautadas, desmascara o caráter autoritário e intransigente do governo do PSDB. Seja pelas mãos de José Serra, que se licenciou em 31/03 do cargo de governador para concorrer nas eleições presidenciais, seja pelas mãos de seu vice, Alberto Goldman. Ambos muito bem acompanhados pelo Secretário da Educação, ou inimigo da educação, Paulo Renato Souza.
Nas últimas mobilizações a categoria pôde sentir toda a truculência da burguesia quando os trabalhadores se colocam em movimento, forte repressão às manifestações, pressões administrativas para finalizar a greve e a ação conjunta com a imprensa para caluniar os professores.
Na batalha que ocorreu nas imediações do palácio do governo em 26 de março, quando a tropa de choque utilizou contra os professores bombas, gás e balas de borracha, foi flagrada a infiltração de policiais a paisana entre os manifestantes. Uma foto do jornal O Estado de SP noticiava em um dia que um manifestante estaria socorrendo uma policial ferida, no outro dia o jornal explicava que, na verdade, aquele que carregava a policial era outro policial disfarçado de professor, com barba e mochila nas costas.
A Apeoesp (sindicato da categoria) deveria ter organizado desde o início um fundo de greve, pois após um mês de paralisação, o desconto que os professores teriam no salário foi um forte fator de pressão para o retorno à sala de aula. Na assembleia que decidiu a suspensão da greve, o grau de adesão já estava bastante baixo. A greve é um importante instrumento de pressão, mas se não existe uma sustentação desde a base torna-se infrutífera. O ideal seria a continuidade da paralisação até a conquista das reivindicações, mas devemos sempre estar atentos à realidade concreta e avaliar as melhores táticas a partir disso. A greve tornou-se insustentável, mas é bom lembrar que a falta de habilidade e firmeza da direção do sindicato foram peças fundamentais para que os professores não conseguissem manter a mobilização até a conquista de vitórias.
Muitas lições podem ser tiradas dessa greve: o papel da imprensa a serviço da burguesia, a violência da polícia contra os trabalhadores que se movimentam, a intransigência de um governo burguês, a importância de uma direção sindical que não vacile. As lições dessa luta certamente ficarão gravadas na memória dos que se envolveram, serão ensinamentos essenciais para as futuras vitórias dos professores. Nova assembleia foi marcada para o dia 7 de maio.
Na reunião de ontem(25/03), convocada pelo CENTRO DOS DIREITOS HUMANOS DE JOINVILLE (CDH) e a UNIÃO JOINVILENSE DA JUVENTUDE SECUNDARISTA (UJES), estiveram representadas cerca de 30 entidades estudantis, associações de moradores, sindicatos, vereadores e organizações interessadas na luta contra o aumento da tarifa de transporte coletivo.
Novamente a população de Joinville está sendo alertada da possibilidade de acontecer novo aumento no preço da passagem de ônibus que, ainda em abril, poderá passar de R$ 2,30 para R$ 2,60.
As entidades reunidas entenderam que isso é inaceitável, pois, além de se tratar de uma concessão pública de mais de 40 anos e inúmeras prorrogações ilegais que estão sendo contestadas na Justiça, traz um ônus insuportável para os trabalhadores e estudantes, usuários do transporte coletivo que não obtiveram esse percentual de reajuste em seus salários.
Na reunião, foi formado o COMITÊ DE LUTA DO TRANSPORTE COLETIVO que definiu estratégias de mobilização para barrar o aumento e realizar o debate sobre a qualidade do transporte coletivo urbano, a modalidade de exploração da concessão pública e a precariedade dos serviços prestados pelas empresas concessionárias, GIDION e TRANSTUSA, diante dos problemas enfrentados pelos usuários no cotidiano.
Não está afastada a possibilidade do COMITÊ, através das entidades que o compõem, proporem ação cível pública para barrar o aumento da tarifa, a exemplo do que já está acontecendo em Blumenau, com liminar concedida pela Justiça impedindo o reajustamento da tarifa.
Está sendo solicitada audiência com o prefeito CARLITO MERSS, com a máxima urgência, para que o COMITÊ possa apresentar suas reivindicações, dentre elas a garantia de não ser concedido nenhum aumento imediato e o apoio para a realização de um seminário sobre transporte coletivo em Joinville, que discuta amplamente o assunto.
Novas entidades estão sendo convidadas a compor o COMITÊ, que estará sendo formalizado na próxima semana com a divulgação de todas as entidades que o integram. O COMITÊ está em estado de mobilização permanente, maiores informações podem ser obtidas através do telefone: 47-3025-3447, no CDH.



