A Ujes esteve presente no último dia 21/11, na Câmara de Vereadores, participando de uma audiência pública proposta pelo vereador Adilson Mariano em conjunto ao Sinte (Sindicato de Trabalhadores na Educação) e a Ujes, para debater a educação pública em Joinville, em especial as extensões. Os grêmios das escolas Celso Ramos, João Rocha, Cedup e Conselheiro Mafra completaram a lista de entidades presentes.



A coordenadora da regional de Joinville do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública de Santa Catarina (Sinte), Clarice Erhardt, acredita que o governo estadual está interessado em precarizar a educação para entregá-la à iniciativa privada. Para ela, a diminuição de vagas de Ensino Fundamental nas escolas estaduais, a negativa do governo em reabrir matrículas para extensões de Ensino Médio¹, a falta de investimentos na construção de escolas, a desvalorização dos trabalhadores do magistério e a ameaça de reformulação da grade curricular fazem parte deste processo.




Desde 28 de agosto, o grupo RBS desenvolve uma campanha com relação à educação. Segundo os organizadores, o objetivo é promover o debate sobre o tema, em especial, no Rio Grande do Sul e em Santa Catariana. Uma campanha milionária, organizada e financiada pelo maior canal de comunicação privado do país, a Rede Globo.

 Desde o início da campanha, foi realizado um bombardeio de "denúncias", as quais, em grande parte, recaem sobre a responsabilidade dos professores. A campanha tem o apoio governamental e já encontrou o responsável por todos os problemas: o professor.

 Lamentável, mas compreensível, que na campanha não existam denúncias diárias sobre os descasos dos governos estaduais dos dois Estados (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), tendo em vista quem são os organizadores. O Grupo RBS não denuncia o descumprimento de leis elementares: Piso Nacional do Magistério, fechamento de turmas, precarização total dos prédios públicos, abandono do investimento na construção de novas escolas, transferência de recursos e prédios públicos para iniciativa privada, além de desvios absurdos de recursos destinados à educação pública.

 Estamos diante de uma investida dos meios de comunicação contra a Educação Pública, numa tentativa de privatizá-la de formas diversas, de modo que a opinião pública se sensibilize e apóie essa empreitada. Não é à toa que já foi lançado o edital de captação de recursos da campanha "A educação precisa de respostas", cujo objetivo é que a população apresente projetos de arrecadação financeira para manter as escolas públicas. Ou seja, "encontrar" outras formas de sustentar a educação, desresponsabilizando os governos e permitindo que todos os nossos impostos sejam destinados a outros fins, que não a educação de nossas crianças e jovens.

 A Educação Pública é direito de todos e dever do Estado, logo é patrimônio de todos. Não a entregaremos a iniciativa privada, não sem luta e mobilização. Investimento público para a Educação Pública.

 Clarice Erhardt
 Professora da Rede Estadual de Educação de SC
 Professora da Rede Municipal de Educação de Joinville
 Coordenadora Regional – Sinte Joinville

Membro da Chapa eleita para o grêmio estudantil 
Na noite de ontem (27/11), com 282 votos (58,5%), a chapa 1 foi eleita para a próxima gestão do grêmio estudantil da escola Professor João Rocha. Ao todo votaram 482 alunos, nos três turnos da sétima série ao terceiro ano do ensino médio. Duas chapas disputaram o pleito. A Chapa 2 fez 49 votos (10,1%). Os votos nulos e brancos foram 151 (31,4%).


No dia 27 de novembro haverá eleição para o grêmio estudantil da escola Professor João Rocha, no Bairro Avetureiro. Em nome da direção da Ujes pedimos para todos os estudantes o voto na Chapa 1.





No dia 21 de novembro ocorreu a eleição para a diretoria do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Doutor Paulo Medeiros, localizada no bairro Adhemar Garcia.

Concorreu ao pleito a chapa “O Grêmio é para você”.

Apuração dos votos para o Grêmio estudantil do Paulo Medeiros
Votaram 624 alunos, que tinham que decidir se concordavam com a chapa inscrita. Como resultado da eleição, tivemos 522 votos à favor, 84 votos contra, além de 11 votos nulos e 7 votos brancos.

Com isso, vencem os estudantes, que elegeram um grêmio de luta, e vence o movimento estudantil com mais um grêmio estudantil comprometido com as reivindicações históricas dos estudantes!

A chapa é composta pelos seguintes membros e cargos:

Presidente: Jeferson Back

Vice-presidente: Bruna Jadna Candido

Secretária Geral: Heloísa Helena

2ª Secretária Geral: Gabreila Camargo

Tesoureiro: Franciele

Vice Tesoureiro: Wellinton Thiago Depaoli

Diretor Social: Ana Carolina

Vice Diretor Social: Felipe Alves

Diretora de Comunicação: Larissa de Oliveira

Vice Diretora de Comunicação: Patrícia Cristina

Diretor de Esportes: Edson

Vice Diretor de Esportes: Karl Richard

Diretor de Cultura: Alice Guariniri

Vice Diretor de Cultura: Franciele Antunes

Diretor de Políticas Educacionais: Larissa Fermiano

Vice Diretor de Políticas Educacionais:

1° Suplente: Matheus Nogueira

2° Suplente: Germano Millnitz

3º Suplente: Rhuan Richard

Conselho Fiscal: Matheus Dambros

Suplentes:

Paulo Henrique Vieira

Vanessa Santana

Thaís Heiler

Willian Pimentel Duarte

Cristian Adriano Marques

Lucas Albino Candido

Wesley da Silva

Bruna Vieira

Kethen Alana da Silva

Henrique de Macedo

Pedro Henrique

Paulo Henrique

Ana Karle Sviderski






Qual é o problema na sua escola? Ela vai ser fechada? Há goteiras? Faltam livros? Faltam carteiras? Faltam professores? As salas estão lotadas? Sofre-se com o calor ou com o frio? Se você estuda em uma escola pública, certamente falta algo, ou algo não funciona, ou está caindo aos pedaços.

Estudantes da extensão da Escola presidente Médici fazem manifestação  
Isso ocorre devido à falta de verbas. Não é que não haja dinheiro. O dinheiro existe, o problema é que, ao invés de utilizar o dinheiro em benefício do povo aplicando em educação, saúde, previdência e cultura, o governo paga juros da dívida pública. No orçamento do governo federal previsto para o ano de 2013 podemos ver isso claramente.  42%, cerca de 900 BILHÕES de reais, estão previstos para o pagamento da dívida pública, ou seja, para os banqueiros e capitalistas.  Apenas 11,9%, 117,424 bilhões vão para a educação e saúde.

Para os governos é mais importante proteger o lucro dos ricos, do que garantir acesso a uma educação pública gratuita e de qualidade para todos.

A decisão do governo estadual em fechar as extensões, em não abrir mais vagas, na Escola Ensino Fundamental Monsenhor Sebastião Scarzello, demonstra que seu compromisso também não é com o povo.

A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) convoca todos os alunos a organizar grêmios estudantis livres e independentes. Precisamos unir os estudantes de todas as escolas e organizar uma luta por contra a destruição da escola pública!



Venha discutir a situação da educação estadual!
A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) convida todos os estudantes das escolas estaduais a participar da Audiência Pública,no dia 21 de novembro, às 19h30, no plenário da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ).
Solicitada pelo vereador Adilson Mariano (PT), a Audiência Pública pretende reunir pais, professores, estudantes e os representantes do governo estadual para discutir uma solução para as escolas estaduais.
A Ujes acredita que a única solução seja: união e mobilização dos trabalhadores e jovens. O Governo do estado de Santa Catarina tem demonstrado que a educação estadual não é sua prioridade. Todos os anos nós vemos escolas sendo interditadas por falta de manutenção. Desde 1999 o Conselheiro Mafra já foi interditado cinco vezes.
A escola Monsenhor Sebastião Scarzello é exemplo claro do descaso do governo, após várias interdições eles estão propondo fechá-la e municipalizá-la. Outro exemplo do descaso com o povo é a decisão do governo em fechar as extensões das escolas estaduais nas escolas municipais.
O fechamento afetará 1500 estudantes, que sem escolas perto da sua casa irão se deslocar para outros bairros. O governo precisa manter as extensões e construir novas escolas.
Por isso, precisamos mostrar ao governo que queremos mais investimentos na educação. Queremos escolas em todos os bairros, quadras poliesportivas, laboratórios de ciências, bibliotecas e professores para todas as matérias. Queremos uma escola pública gratuita e com qualidade para todos!
Vamos à luta!  

Na última quarta-feira (12/09), cerca de 50 estudantes do Colégio Governador Celso Ramos se reuniram na Praça da Bandeira para reivindicar do Governo do Estado a merenda que no dia anterior foi cortada em sua escola.  Tal medida foi realizada, pois a instituição não recebeu verbas suficientes para a alimentação dos alunos, tendo que racionar o alimento antes do corte. Com isso, os alunos do turno integral estão estudando em apenas um turno.

Os estudantes protestaram com cartazes e faixas, contando com o apoio da Ujes nessa manifestação. Ao final do ato, os alunos levarão a Gerência Regional de Ciência e Tecnologia (Geect), um abaixo assinado com mais de 250 assinaturas reivindicando a volta da merenda e a adequação da cozinha, que corre o risco de ser interditada pela vigilância sanitária.

A manifestação também teve repercussão na mídia:

Jornal do Almoço - RBS

Jornal do Meio-Dia - RIC

Notícias da Redação - BAND


O corte da merenda no Celso Ramos é apenas mais um exemplo do descaso do Governo do Estado com a Educação. O repasse de verbas para as escolas vem diminuindo a cada ano, precarizando assim a estrutura de nossas escolas. Devemos organizar grêmio estudantis nas escolas e reivindicar o que de fato é nosso. A Ujes apoia o movimento no Celso Ramos e se põe a disposição par auxiliar qualquer movimentação na cidade. 

Estudantes, sigam em luta!