O SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) é uma avaliação (feita geralmente no mês de Novembro) dirigida a todas as escolas públicas do Estado de São Paulo “para monitorar as escolas públicas de educação”. Esse sistema foi implantado desde 1996, um ano após a eleição dos tucanos e durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso no governo federal.

Aplicado no Ensino Fundamental (3º, 5º, 7º e 9º ano) e no Ensino Médio (3º ano), o SARESP é a base principal para o IDESP (Indicador do Desempenho do Estado de São Paulo). Segundo uma nota da própria secretaria de São Paulo, “Foi criado o Bônus por Resultados, que paga até 2,9 salários às equipes escolares que superam as metas definidas para as suas escolas. É um programa agressivo de premiação por resultados que mobilizou os professores para melhorarem o desempenho de seus alunos.” (EDUCACAOSP, 2010).

Essa “meta” é a multiplicação de dois números: a nota dos alunos no SARESP e o fluxo de alunos. Traduzindo, o sistema de bonificação é baseado em um bom “desempenho” dos alunos no SARESP e um número baixo de alunos repetentes. Fazendo com que os professores e/ou a direção se sintam na obrigação (rs) de passarem seus alunos, independentemente do seu aprendizado. Além da possibilidade que há de algumas escolas escolherem os alunos “certos” para realizarem a prova. Deixando assim o péssimo ensino público ainda mais mascarado. E por que esse desespero do estado em dar bônus à escola? Porque para a escola receber o bônus, é necessária a obtenção de uma nota maior que a anterior, e esse aumento na nota é perfeito para divulgar na mídia de que as escolas estão melhorando cada vez mais.

Outra crítica é em relação as escolas que não cumpriram a “meta”. Se a escola não tem um bom desempenho no SARESP, a escola não recebe a bonificação, ou seja, escolas mais carentes de apoio e verbas são simplesmente jogadas para de baixo do tapete, afinal quem interessa para o Estado são as escolas “com bom desempenho” as quais aparecerão nas propagandas eleitorais.

E as críticas ainda não acabaram. Não há nenhuma transparência quanto aos resultados dos alunos na prova. A única forma de ele saber seu desempenho é secundária e superficial. Eles ficam sabendo apenas da porcentagem da melhoria. Sem falar da má formulação dessa prova.

Todo esse descaso com o aprendizado e com o aluno só deixa mais evidente o quanto a educação é precária e o quanto o caráter desse SARESP é eleitoreiro. “Tal ponto de vista tem base na decisão do Governo Estadual de, a partir do ano passado (2009), realizar a prova também na rede de ETEs. Porém, essas escolas têm desempenho superior ao das escolas estaduais regulares, muito mais pelo fato de seus alunos terem passado por um processo seletivo, que por incentivo do governo, como José Serra gosta de fazer parecer em sua propaganda política. Ano passado, muitas dessas ETEs decidiram pelo boicote ao SARESP, já que nos opomos veementemente ao uso dos resultados das provas de algumas poucas escolas para mascarar a situação geral do ensino em São Paulo. Agora, os estudantes de várias ETEs têm sofrido pressão descabida por parte de seus núcleos de direção e coordenação, que impõem o SARESP como parte das notas finais (lembrando que não há divulgação de resultados individuais, e que os índices estarão oficialmente disponíveis somente a partir do ano seguinte) e “alertam” sobre a possibilidade de reprovação dos alunos que boicotarem a prova” (JORNALETE-ETESP, 2010).

Fica então a frase do nosso querido Karl Marx, “O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a”. Afinal a educação de um ser e de um futuro é irrelevante quando comparado ao capital inserido numa eleição.

*A Ujes apóia os estudantes de SP na luta contra o SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).

 Larissa Moreira Soares
Membro do Grêmio Bertold Brecht da ETESP


Na noite desta segunda-feira (31/10), estudantes, munícipes e representantes de diversas entidades compareceram no auditório da reitoria para participar da primeira atividade promovida por esta gestão do DCE sobre a Federalização de Univille.

A mesa foi composta por três membros da entidade estudantil, Tiago de Carvalho que coordenou os trabalhos, Evandro Colzani, tesoureiro do DCE e Daison Colzani, presidente do DCE. Ainda participaram da mesa dos trabalhos o Prof. Dr. Paulo Ivo Koehntopp (Reitor da Univille), o Prof. Álvaro Lezana (Diretor Acadêmico do Campus da UFSC em Joinville), Adilson Mariano (Vereador do Partido dos Trabalhadores - representando a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores), Thiago Luciano Woerner (Membro do Comitê Pró-Federalização da Furb e vice-presidente da UCE- União Catarinense dos Estudantes) e Alexandre de Oliveira Torres Carrasco (Filósofo, Prof. Dr. em Filosofia pela USP e professor da Universidade Federal de São Paulo).

Para o presidente do Diretório Central dos Estudantes, Daison Roberto Colzani, a atividade é o primeiro passo para a retomada da luta pela Federalização da Univille e essa discussão deve atingir não só os acadêmicos da Univille, mas toda a comunidade joinvilense, uma vez que o ensino público e gratuito é responsabilidade do governo e depende da mobilização da população de Joinville e região.

Segundo o convidado do DCE, Alexandre Carrasco, o modelo vigente das universidades do Sistema Acafe precisa ser repensado e o norte desta discussão é a garantia do ensino público e gratuito para todos.

Larissa Boos, que representou a Ujes nesse debate, enfatizou que a entidade apoia o DCE nessa luta pois, assim como eles, defendemos uma educação pública, gratuita e para todos. 

Como um dos encaminhamentos do debate, foi constituído o Comitê Pró-Federalização, composto pelos membros da mesa e entidades como a Ujes e outras ali presentes, que devem se reunir nos próximos quinze dias com o objetivo de organizar a luta pela Federalização da Univille na cidade e municípios vizinhos. Além disto, foi aprovada também, por unanimidade, uma moção contra o aumento das mensalidades da Univille.


 Em Bogotá, os jovens iniciaram os protestos com um “abraço” ao redor dos centros educativos, para posteriormente caminharem por diferentes ruas até a Praça Bolívar. Além dos estudantes, trabalhadores também se juntaram às manifestações.

Estudantes colombianos das universidades públicas e privadas realizaram na quarta-feira (26/10) uma nova jornada de mobilizações e protestos em toda o país, em repúdio à reforma do ensino superior promovida pelo governo.

Os estudantes rejeitam a reforma, não só porque ela não leva em conta a opinião do setor, como também porque considera que ela provoca uma privatização do ensino superior. O governo, por sua vez, insiste que, apesar dos protestos, não retirará o projeto – apresentado no Congresso.


Para o porta-voz dos estudantes da Universidade Jorge Tadeo Lozano, Jonathan Martínez, a nova lei, se aprovada, prejudica as universidades tanto públicas como privadas econômica e profissionalmente.

Já Juan Sebastián López, da Universidade Externado da Colômbia, entidade de caráter privado com sede em Bogotá, destacou a vinculação das universidades privadas a estas jornadas. “Sempre almejamos o que hoje está acontecendo: a existência de um só movimento estudantil na Colômbia, onde estamos todos como um só”, assinalou.
 
Texto construído a partir de informações dos sites Opera Mundi e UNE.

Quatro escolas foram interditadas neste mês de outubro, por descaso do governo municipal e estadual.  Nas escolas há infiltrações, problemas na rede de abastecimento de água potável, problemas na rede elétrica, nos telhados etc.

Cerca de 1400 alunos estão fora da sala de aula por culpa de um sistema falho de governo.

É inadmissível que um governo, tanto o estadual quanto o municipal, não consiga construir escolas decentes e de qualidade para os estudantes. 

O abastecimento de água de três escolas municipais está comprometido pelo problema de abastecimento de captação de água do rio. O problema aparenta ser de recebimento de água suja, onde agora estão tentado fazer um rápido reparo para que essa triste história acabe.

Isso só será possível quando a companhias Águas de Joinville resolver o problema de sujeira nos reservatórios, e a Vigilância Sanitária der um laudo aprovando o serviço, mas isso não foi feito até agora.
Os alunos continuarão sem aula, prejudicados por um ensino que deveria ser de gratuito e para todos. Isso se torna revoltante pelo motivo de Joinville ser a maior cidade do estado de Santa Catarina, sendo que teria condições suficientes para ter escolas de ótima qualidade.

 No caso da escola estadual do bairro Aventureiro, o problema é a infiltração, problemas na rede elétrica e telhas quebradas. Isso ocorre porque as escolas não recebem atenção devida e acabam sendo abandonadas e vão ficando ”velhas”, com estruturas físicas precárias, onde tudo pode desmoronar a qualquer hora.
Bom, esses problemas não se resolvem sozinhos, só serão conquistados a partir da hora que os alunos se reunirem organizadamente e lutarem pelos seus direitos concedidos pela constituição brasileira, com a luta serão conquistados muito mais direitos, não só os citados acima, e não em uma única escola, mas em várias outras entidades publicas de ensino.

E é para isto que a Ujes existe, para ajudar os estudantes em suas lutas por reivindicações em todas as instituições publicas de ensino de Joinville. 

Juliano Lenon da Silva
Diretor de Escola Pública da Ujes

A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) enviou moção ao governo de Marrocos pedindo a libertação de Mouhammad Ghalout, militante do movimento estudantil.

Desde 18 de maio de 2011 Mouhammad está preso e sendo submetido a torturas. Não deixararemos que isso aconteça, pois o estudante não cometeu nenhum crime, apenas lutou para defender os direitos da população de seu país.

Prestamos solidariedade a União Nacional dos Estudantes de Marrocos, pela sua luta para que a juventude marroquina tenha um futuro digno.

Nossa luta não deve se limitar apenas a nossa cidade ou ao nosso país, os estudantes são solidários a luta dos trabalhadores e da juventude de todo o mundo!

Fim das torturas e liberdade imediata para Mouhammad Ghalout!
Liberdade a todos os presos políticos em Marrocos!
Viva a luta dos jovens e trabalhadores de Marrocos!

Envie moções você também:

SUGESTÃO DE TEXTO PARA MOÇÃO
Enviar para: courrier@pm.gov.ma, courrier@mi.gov.ma, courrier@mj.gov.ma
Com cópia: contact@marxy.com, juventudemarxista@gmail.com
Ao Governo do Marrocos.
Primeiro Ministro;
Ministro da Administração Interna;
Ministro da Justiça.

Ficamos indignados ao tomarmos conhecimento da prisão ilegal e sob falsas do ativista estudantil, Mouhammad Ghalout, da Democratic Base Method. Denunciamos que Mauhammad vem sendo violentamente torturado.

Mouhammad não pode ser acusado, preso e ser torturado. Ele apenas lutou e defendeu os direitos de seu povo.
Exigimos sua imediata libertação, bem como a dos demais ativistas políticos presos neste país.

Estamos longe, mas acompanhamos com atenção e entusiasmo a luta dos povos da região e em particular as do povo marroquino.

Uma revolução que não encontra fronteiras e que não se deixa dobrar diante da repressão deve ser apoiada por todos os povos do mundo!

Solidarizamo-nos com a União Nacional dos Estudantes de Marrocos e com seu combate para que a juventude marroquina tenha direito a um futuro digno.

O nosso mais profundo respeito e apoio aos ativistas que, assim como nós no Brasil, reivindicam liberdade, democracia política e justiça social.

Fim das torturas e liberdade imediata para Mouhammad Ghalout!
Liberdade a todos os presos políticos em Marrocos!
Viva a luta dos jovens e trabalhadores de Marrocos!

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O integrante do CQC, que fez piada de péssimo gosto com Wanessa Camargo, já falara coisas piores. Agora mexeu com esposa de milionário, que ameaçou tirar anúncios da TV Bandeirantes. Ninguém classificou caso como atentado à liberdade de expressão. Já quando ministra condena comercial de lingerie machista, o coro é um só: “Censura”!


 Qual é o problema com a suposta piada de Rafinha Bastos? Ele antes já exibira todas as cores de seu mau gosto e nada acontecera.

Todos conhecem a pérola, não? O apresentador aproveitou-se de uma bola levantada pelo chefe da cena do programa Custe o que Custar (CQC), Marcelo Tas, sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo, e cortou ligeiro: “Eu comeria ela e o bebê, não tô nem aí”. Foi logo acompanhado por risos e caretas de seus colegas de vídeo, Tas e Marco Luque .

A grosseria foi ao ar dia 19 de setembro. A TV Bandeirantes, que exibe o programa, levou duas semanas para decidir o que fazer. Em 3 de outubro, o apresentador foi suspenso da bancada. Não se sabe se voltará.

Não foi a primeira vez que Rafinha exerceu sua – digamos - sutileza. Em entrevista à revista Rolling Stone, em maio de 2011, ele saiu-se com esta: “Mulheres feias deveriam agradecer caso fossem estupradas, afinal os estupradores estavam lhes fazendo um favor, uma caridade”.

A gracinha com as feias não rendeu ao gaúcho de dois metros de altura nada além de protestos de movimentos femininos. Mas a liberdade com a cantora custou-lhe até agora, além do posto no programa, o cancelamento de shows e o rompimento de alguns contratos de publicidade. Rafinha perdeu grana com a brincadeira.



Delegados estudantis elegeram quem irá os representar pelos próximos dois anos na cidade

Representantes de escolas se reuniram no 15º Congresso da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Conujes) para eleger a nova direção da entidade para gestão 2012/2013, sábado (1/10), na sede do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej), no Centro da cidade. Além de eleger a direção que representará os estudantes do ensino fundamental, médio e técnico, o evento aprovou a linha política para os próximos anos no movimento estudantil secundarista.

O Conujes reuniu estudantes, grêmios estudantis, diretórios universitários, sindicatos e representantes populares. Decorado com faixas e bandeirolas, o ambiente foi de descontração do início ao fim. Politizadas, as discussões abordaram a crise econômica do capitalismo, as experiências dos povos árabes, a luta da juventude chilena e a relação com os grêmios estudantis e a juventude joinvilense.

O novo presidente da Ujes é Nicolas Marcos, estudante da escola técnicaCedup e que participa do movimento estudantil desde 2009. A nova diretoria é composta de 13 membros. Entre seus nomes está o do vereador mirim Carlos de Castro, que polemizou ao defender o passe-livre estudantil no seu discurso de posse na câmara mirim no começo do ano.

Nicolas destacou que essa gestão afirmará a entidade como um sindicato estudantil.“Um sindicato de estudantes é aquele que represente, organize os estudantes e se alie a outros setores da juventude e dos trabalhadores para alcançar suas pautas”, explicou.


A nova diretoria terá a responsabilidade de aplicar as resoluções aprovadas pelo Conujes, as quais colocaram como tarefas principais: defender o passe-livre estudantil; a educação pública, gratuita e de qualidade; a Federalização da Univille; a construção de grêmios estudantis; e a aliança com a classe trabalhadora nas lutas e reivindicações.


É sobre esse programa de luta que o novo vice-presidente da Ujes, Luiz Souza, acredita que a entidade secundarista deve se ligar aos estudantes. Em Joinville, há cerca de cem escolas públicas e privadas. Para ele, é possível colocar mais estudantes em movimento por suas reivindicações através de grêmios estudantis. “Poderemos ajudar os estudantes a ligar os problemas das escolas com as tarefas políticas para atender essas necessidades”, afirma.

O evento ainda aprovou duas mudanças no estatuto da Ujes. Primeiro, o tempo de duração da gestão da entidade, de um para dois anos. Segundo, a divisão do cargo de diretor de comunicação em dois novos, um de imprensa e outro de mobilização.