No dia 1 º de abril, terça-feira, aconteceu uma atividade organizada pelo SINSEJ e UJES sobre os 50 anos do golpe militar e contra o fascismo, com um informe dado pela advogada do CDH (Centro de Direitos Humanos), Cynthia Pinto da Luz.

Cynthia fez um informe dando uma retrospectiva pela história, contando desde antes do golpe militar do dia 31 de março de 1964, sua duração de 21 anos e 50 anos depois para relembrarmos os mortos, desaparecidos, torturados, para que não esqueçamos nosso passado banhado pelo sangue derrubado pelo Estado brasileiro. 


Foram feitas muitas intervenções na plenária, senhores e senhoras que deram seus relatos, contribuindo e ajudando na concepção dos jovens que não viveram na época, mas que tomaram conhecimento do sofrimento da nação nos Anos de Chumbo. 

Stefany Rebello Aguiar.
Presidente da UJES. 


No dia 31 de março, ás 19 horas, 100 estudantes da Escola Estadual Marli Maria de Souza e comunidade foram ao ato em frente à escola para reivindicar educação pública de qualidade, e mais que isso, que os estudantes tenham o direito garantido de organização, que tenham o direito a um grêmio livre!

Os estudantes são impedidos de se organizar livremente dentro da escola, são impedidos de fazer assembleias e comissões com o velho discurso da gerência de educação, e repetido pela gestão escolar, de que não se podem atrapalhar as aulas dos estudantes, o contraditório é que: quando é para a direção passar em sala pra fazer rifas pra compra de materiais de expediente e pra estrutura da escola – o que demonstra precarização e privatização da educação pública – aí pode, né?

A verdade é que no Marli, uma das maiores escolas de Joinville, não tem ginásio coberto, não tem fiação para ar condicionado, não tem um teto sequer que não possua goteiras quando chove e não tem estrutura ao menos para atender as demandas dos próprios professores, quem dirá aos estudantes, mas quando nós, alunos e sofredores desse caos nos organizamos para lutar por melhorias, eis a resposta: Barrados!

Muitos estudantes morreram na ditadura militar, para que hoje, nós pudéssemos nos organizar sem medo, sem repressão! Contamos sim, com a presença da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas, e outros movimentos que também estão engajadas na construção de entidades livres estudantis, para que todos os estudantes tenham seus direitos assegurados e garantidos, e é assim que continuaremos construindo a luta estudantil!

Cantemos Vitória:
Após o ato, conquistamos o direito a assembleia geral no dia 4 de abril dentro da escola!


Contra a destruição das escolas públicas!
Abaixo o capitalismo! 

Izzi Berté
Estudante do Marli Maria. 

O Brasil detém uma triste história política e civil. Passamos por duas ditaduras fascistas e autoritárias: a primeira nos anos 30, com o Estado Novo de Getúlio Vargas, a segunda nos anos 60, com o Golpe Militar. Duas lástimas para o desenvolvimento social do país.

Hoje (01/04) completa-se 50 anos do golpe desferido ao presidente João Goulart, mas que fez sangrar a nação brasileira. Com apoio de governo, igrejas e civis, as tropas do general Olímpio Mourão Filho saíram de Minas Gerais e partiram para o Rio de Janeiro, enquanto o presidente viajava oficialmente para o Rio Grande do Sul, tornando o sonho da ala conservadora brasileira e também do governo dos Estados Unidos, realidade. Nesse dia, declararam no Congresso Nacional, em Brasília, que Jango havia fugido e que, portanto, os militares deveriam “cuidar e tomar conta do Estado brasileiro”.

Começou assim, no dia 1 de abril de 1964, a tortura, o sofrimento e o massacre de nosso povo, sendo feitas pelas mãos do próprio Estado, dos golpistas do Exército.


Prisões, assassinatos, desaparecimentos, tudo acontecia com quem se manifestava. Havia espalhados pelo país, inúmeros departamentos de tortura e, para por isso em prática, a polícia era treinada, comprovadamente, pelos EUA. A caça por camaradas comunistas e qualquer um que fosse contra o regime era diária e impiedosa. A censura era extrema e covarde. Falácias também surgiam diariamente para tentar justificar o regime, como a mentira do “milagre econômico”, que, se ocorreu, foi, obviamente, apenas para uma parcela muito favorecida da sociedade. O nacionalismo foi cuspido na população. Nós, a juventude, fomos proibidos de pensar e tivemos de jurar amor ao país. Nada de mais brutal poderia nos acontecer.

A União Joinvillense dos Estudantes Secundaristas (UJES) coloca-se dentro dos 21 anos de regime da extrema-direita, pois compartilha da dor e homenageia todos que sofreram nas mãos dos torturadores e sempre se manifestará repudiando regimes autoritários e capitalistas.

Ditadura Militar Nunca Mais!
Abaixo à repressão!
Abaixo o capitalismo!
O socialismo nunca se calará!


Francisco Aviz
Diretor de comunicação da Ujes. 

Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS
O dia de hoje (17/03) marcou o fechamento da centenária escola estadual Conselheiro Mafra. A promessa é de que os alunos tenham as aulas normalmente na ACE - onde já estão - até o final das obras e que, depois de sua entrega, o Conselheiro Mafra fique dividido com o IFSC. 

Estamos, desde sempre, na luta por essa reforma e esperamos que o governo Colombo cumpra seu dever e nos dê o que é de direito, nossa escola. Não aceitaremos apenas medidas paliativas para auto-promoção do governo estadual, já que estamos em ano de eleições. 

O mesmo dizemos sobre as outras escolas estaduais que se encontram em estado lastimável, e que não são poucas em Joinville. 

A Ujes estará sempre cobrando e se manifestará com ou sem reformas. Estamos nas ruas! 

Contra a destruição das escolas públicas!
Abaixo ao capitalismo! 

Francisco Aviz. 
Diretor de Comunicação da Ujes e estudante do Conselheiro Mafra. 

Foto: Francine Hellmann 
O primeiro ato estudantil de 2014 foi realizado na manhã da última quarta-feira (12/3) na Praça da Bandeira. A manifestação foi chamada pela União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) e teve a participação de várias escolas da cidade. Os estudantes combatem a destruição das escolas estaduais e o descaso do governo catarinense de Raimundo Colombo.

No dia 07/03 a UJES começa a passagem nas escolas para o ato do dia 12/03 na praça da bandeira as 9h.

No primeiro dia foi passado na escola Conselheiro Mafra, que devido a ser uma das principais escolas a sofrerem os ataques do governo, com constantes interdições, os alunos pareceram interessados e deixou a direção com boas previsões para a semana.

Todos na praça! Dia: 12.03.2014; Horário: 9h.




Na manhã do dia 28/02, cerca de 170 alunos do Osvaldo Aranha se reuniram na frente da escola e seguiram para a XV de novembro, no Glória, em manifestação, que durou cerca de uma hora.

As principais reivindicações eram o atraso na reforma da escola, as más condições de alojamento na Anhanguera e o "corte de custo" feito nos ônibus escolares.





Na última quarta-feira (26), o grêmio estudantil da Escola Paulo Medeiros chamou a atenção dos alunos, durante o intervalo das aulas, com o objetivo de convidá-los para a manifestação que irá ocorrer no dia 12 de março (quarta-feira), às 9h na Praça da Bandeira.


Começamos 2014 enfrentando velhos problemas nas escolas públicas: escolas interditadas, falta de vagas para a grande demanda de alunos que gostariam ao menos de ter a chance de concluir o Ensino Médio, uma falta de estrutura generalizada.


Na Alemanha não há colégios com o nome de Hitler; no Chile não há escolas com o nome de Pinochet; porque no Brasil deve haver colégios com o nome de ditadores militares que causaram tanto sofrimento ao povo?