Na ultima sexta-feira (27/04), estudantes da escola Jandira D’Ávilla, no bairro Aventureiro, organizaram ato em apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino.  Os alunos ficaram parados, nas calçadas da Rua Tuiuti e quando o sinal fechava, eles se dirigiam a frente dos carros com cartazes e faixas. O objetivo dos manifestantes é mostrar solidariedade aos professores, que reivindicam a aplicação da Lei Nacional do Piso.

O protesto contou com a presença dos grêmios estudantis da escola João Colin e Senador Rodrigo Lobo, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) e da União Joinvilense de Estudantes Secundaristas (Ujes).

Os estudantes realizarão uma nova manifestação, na próxima sexta-feira (04/05), no Aventureiro, que contará com estudantes do João Rocha, Senador Rodrigo Lobo e Jandira D’Ávilla.




No dia 23 de abril, cerca de 50 estudantes organizaram passeata em apoio à greve dos profissionais da rede estadual de ensino. A manifestação foi organizada pelo grêmio estudantil da escola João Colin.  O objetivo, segundo o presidente do grêmio, Fernando Fossile, “foi convencer mais estudantes a apoiar a greve que está sendo feita em benefício da qualidade da educação”. 

O ato iniciou em frente à escola João Colin e seguiu em passeata até a escola Celso Ramos. Os estudantes, que caminharam cerca de uma hora, aguardaram o final das aulas da escola Celso Ramos para parabenizar os estudantes, que através de muita luta, conseguiram passagem gratuita para os que moram a mais de 3 km da escola. 

Os manifestantes também convidaram os estudantes do Celso Ramos a participar da greve dos professores.

Tanto a Ujes (União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas) como o Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) estiveram presentes no ato.  Segundo o vice-presidente da Ujes, Luiz neto, “os estudantes estão juntos na luta pelo piso e em qualquer que seja as reivindicações, pois entendemos que estudantes e professores devem se unir por uma educação pública, gratuita para todos!”.


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina - Regional Joinville (SINTE Joinville) dirigiu na manhã desta última segunda-feira uma assembleia nas instalações do Sindicato dos Mecânicos com intuito do organizar o início da Greve dos professores.


A forma como o Governo do Estado tem tratado esses trabalhadores vai de mal a pior e só a greve parece ser capaz de mudar essa situação. A UJES apoia a greve dos professores, tem se organizado junto a ela visando principalmente auxiliar os Comandos de Greve e convoca todos os estudantes à participação ativa nessa luta, especialmente através de agremiações estudantis.

Porque a luta dos professores também é nossa. É a luta pela Educação Pública de qualidade para todos.


O transporte coletivo Joinvilense está hoje sobre a responsabilidade da Gidion e da Transtusa. Essas empresas devem assegurar a manutenção dos serviços e a qualidade dos mesmos, de modo que a população possa exercer o direito ao transporte. 

Infelizmente não estamos tendo os nossos direitos assegurados e não temos um transporte de qualidade em Joinville. A tarifa é alta, causando danos ao orçamento dos Joinvilenses e os ônibus se encontram cheios e com problemas, tornando a vida dos passageiros que precisam desse transporte diariamente mais difícil. Tudo isso ocorre para se garantir mais lucros à Gidion e à Transtusa, pois com uma tarifa cada vez mais alta e com menos investimentos, mais dinheiro as empresas poderão tirar em cima do sofrimento da população Joinvilense.

Por todo o descaso das empresas e pela má qualidade do transporte Joinvilense pedimos que mandem fotos para o nosso e-mail ujesjlle@gmail.com, para criarmos um documento e expormos para todos verem que o transporte coletivo Joinvilense não tem qualidade. 



Pedimos também, que os estudantes se organizem em torno dessa causa, criando grêmios estudantis e que os professores os ajudem. A união de professores e alunos é fundamental para esse processo, pois são as organizações escolares que garantirão mobilizações da juventude com força.


Mobilizemos contra esse descaso! o/


Membros da Ujes e do grêmio da escola João Colin, no Itaum, participaram de duas atividades do Sinte – Sindicato dos Trabalhadores da Educação no último dia 10 de abril. À tarde os professores panfletaram em frente à SDR – Secretaria de Desenvolvimento Regional, onde também foi entregue um documento denunciando o desleixo do governo do Estado em relação às escolas interditadas além de outras reivindicações do sindicato.


Ujes e o grêmio da Escola João Colin presentes (à direita)

À noite os professores realizaram a Assembleia da regional de Joinville, onde se discutiram encaminhamentos sobre a entrega do documento na SDR e a Assembleia Estadual do dia 17 de abril em Florianópolis, que pode deflagrar o início da greve dos professores por tempo indeterminado.

A Ujes apoia as movimentações dos professores e entende que o governo do Estado deve zelar pelos seus profissionais. O não cumprimento da lei do piso, bem como o descaso com as escolas interditadas são ataques diretos à educação pública, sucateando-a cada vez mais.

Firmes na luta professores! Professor lutando também está ensinando.


Todos os alunos e professores estão convocados para as seguintes atividades do Sinte Joinville:


Ato Público em Defesa da Escola Pública e Valorização do Magistério 
Dia: 10/04 - terça-feira 
Hora:17h 
Local: em frente a SDR
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Assembleia Regional
Quando: 10/04 - terça-feira Hora: 19h Local: Sinsej - Rua Lages, 84 – Centro
Pauta: Informes gerais, Proposta do governo, Assembleia Estadual e Encaminhamentos

A união de professores e alunos faz a força! 

Professor bem remunerado é garantia de uma boa educação! 



Os estudantes da escola técnica CEDUP, no bairro Itaum, estão contribuindo com mensalidades de R$ 75,00 (setenta e cinco reais). O governo não está investindo na instituição. Sócios do CEDUP, formaram uma cooperativa que arrecada mensalidades de setenta e cinco reais, e para os alunos que entraram nesse ano de 2012 pagam cento e cinco reais que é mais absurdo ainda.

A escola é do estado, que tem a obrigação de atender aos problemas da instituição. Todos pagam impostos, que não é barato, e ainda temos que pagar para podermos ter acesso á educação, ou seja, estamos pagando duas vezes.

Com esse problema absurdo, estudantes da escola formarão um diretório que tem como objetivo cobrar os direitos dos estudantes e debater com a secretaria da educação sobre o descaso.


Tirar cento e cinco reais do bolso é um problema mas não é maior perante ao governo do estado que não cumpre com suas obrigações.

Douglas Oliveira - estudante do Cedup 


Sou aluna da Escola de Educação Básica Engenheiro Annes Gualberto como aluna acredito que ela precisa urgente de uma oxigenação. Precisamos urgentemente fazer uma revolução com os alunos de forma que fiquem mais entusiasmados com o ensino. Precisamos de mais criatividade e conhecimentos para a nova geração ter mais empolgação e esperança no futuro. Precisamos de melhorias na estrutura e nos equipamentos de ensino.

No entanto, é preciso primeiro melhorar a formação dos docentes, visto que o desenvolvimento dos professores implica no dos alunos e da escola, o que poderia resultar em dados positivos para a sociedade.

O caráter claramente utópico de muitas de nossas políticas educacionais, responsável pelo seu fracasso, se deve, em grande parte, ao fato de elas não terem sido associadas a uma política social de longo alcance e não estarem alicerçadas em uma clara consciência dos obstáculos econômicos, políticos e culturais que precisam ser enfrentados para a construção de um sistema educacional de boa qualidade.

Pensando nisso, em conjunto com alunos e integrantes da Ujes, decidimos montar um grêmio estudantil no Annes Gualberto, assim como em outras escolas da rede de ensino estadual. Nosso objetivo é conquistar melhorias na educação, como forma de incentivo e, por fim, como construção de caráteres sociais.




 Petra Medeiros - Estudante da Escola de Educação Básica Engenheiro Annes Gualberto