O que pedimos? Ao menos minimas condição de estudo. O que temos? Escolas caindo, sem climatização em um calor infernal, estruturas perdendo suas maquiagens aos poucos.


Foto: G1 Santa Catarina

O início do ano letivo, que seria no dia 13, foi adiado para o dia 17 de fevereiro (segunda-feira), pela Gerência Regional de Educação (GERED). A orientação veio do governo do estado. O motivo seria a forte onda de calor prevista para os próximos dias. A previsão é que a primeira quinzena do mês possa chegar à sensação térmica de 50°C.



Foto: Coletivo Metranca 

Nesta quarta-feira, dia 29/01, retornamos às ruas mais fortes, não só pelo aumento da passagem que tem sido nosso principal combate até aqui, mas agora também com outra motivação, viemos para lutar contra a repressão e mostrar que, ao contrário de nos enfraquecer, ela só nos une e fortalece. 

No último texto da UJES, sobre a manifestação do dia 22/01 (quarta-feira) anunciamos que o próximo ato, organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) aconteceria no dia 30/01 (quinta-feira), porém o ato foi marcado para a quarta-feira (29/01).

Desculpe-nos o engano.

Atenciosamente,

Direção da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas - UJES


Foto: Coletivo Metranca

Fomos às ruas na última quarta-feira (22/01) para lutar contra o aumento da tarifa, por uma empresa pública de transporte e pela tarifa zero. E na próxima manifestação (29/01) teremos mais um grito a entoar: “Abaixo a repressão!”. 

A polícia nos mostrou mais uma vez para quem ela trabalha. O Prefeito Udo Dohler não se pronunciou sobre os atos, nem sobre o aumento da tarifa, concedido por ele, e que entrou em vigor no dia 11 de janeiro. Mas, se encarregou de manter a ordem na cidade. Vimos helicóptero, cavalaria, corpo de bombeiros e policiais bem armados fazendo a escolta da manifestação.

Foto: Coletivo Metranca
Na última quarta-feira, dia 15, o joinvilense foi às ruas novamente para gritar contra o aumento da tarifa do ônibus e contra a concessão da prefeitura para as empresas Transtusa e Gidion.

Nossa marcha saiu da Praça da Bandeira para protestar pelo centro da cidade, chamando a atenção dos motoristas, da imprensa e mostrando para a prefeitura que não sossegaremos até nossas reivindicações forem acatadas. 

A nova tarifa entrou em vigor no último sábado, dia 11, e lesa, desde o princípio do ano, o trabalhador, que sente o preço elevado, e o estudante, que ainda não voltou às aulas, mas também já sente seu bolso pesar quando tem de pagar o transporte coletivo.


No próximo dia 22 de janeiro (quarta-feira), estaremos de volta às ruas de Joinville para lutar pelo direito do Passe Livre. Lutemos por uma empresa Pública de Transporte. Pela Tarifa Zero.

Francisco Aviz
Membro da Direção da UJES

Escola Conselheiro Mafra, interditada em 2012
Fechamos o ano ainda com escolas interditadas e abandono das escolas fechadas em Joinville. O Governo do Estado abre as primeiras perspectivas com o recesso escolar e o início da manutenção das escolas mais precárias.

Mesmo assim, não há um grande esforço para a melhoria das escolas até o início do ano letivo. Ainda é cedo para saber se teremos o mesmo transtorno de escolas interditadas já no início o ano. A Vigilância Sanitária começará as vistorias em fevereiro e, sem dúvida, não terá tempo de fazer nem o necessário nas 42 escolas estaduais em Joinville.

Como prioridade, a manutenção começará com as escolas interditadas, ou parcialmente interditadas, e as quatro escolas que implantarão o ensino médio inovador.

Escolas Interditadas

Entre as escolas com situação mais precária estão: Osvaldo Aranha, Plácido Olímpio de Oliveira, Annes Gualberto e Maria Amin Ghanem.

O Colégio Osvaldo Aranha, interditada em 2012, ainda está com as obras em andamento. Os estudantes estão estudando provisoriamente no Anhanguera, e ainda não sabem se voltam a escola em 2014.

A Plácido Olímpio de Oliveira não será aberta para o início das aulas, e os alunos terão o transtorno de estudar na escola Léa Lepper, já cedida em 2013 para o Annes Gualberto, que está parcialmente interditada, e fechou 2013 ainda com estudantes na Acessoritec.

A escola Maria Amin Ghanem também está em reforma. Ainda parcialmente interditada, precisa de reformas de emergência para abrir as portas em 2014.

O destino das escolas fechadas: Conselheiro Mafra e Monsenhor Scarzello

Os estudantes das escolas fechadas Monsenhor Scarzello e Conselheiro Mafra foram os mais prejudicados. Na centenária Conselheiro Mafra os alunos matriculados estudarão paralelamente com o funcionamento do IFSC no local. O número de matriculados caiu para menos da metade e os alunos estão se deslocando, inconformados com o fechamento da escola e com o transtorno que passaram durante o ano letivo, que funcionava, parte no Conselheiro, parte na ACE.

O Monsenhor Scarzello, depois de quase cedida para a Ajorpeme, será municipal. Depois de várias manifestações dos estudantes, mobilizações da UJES e dos moradores, a SDR voltou atrás. A escola ainda não tem previsão de abertura.

Ensino Médio Inovador e Construção de novas Escolas

O ensino inovador engloba a reforma dos colégios Arnaldo Moreira Douat, Tufi Dippe, Jandira D’Ávila e Nagib Zattar, que receberão instalação de laboratórios, auditórios e quadras cobertas. Além das novas escolas do Parque Guarani e Vila Nova, que começarão as obras em 2014.

O papel da nova gestão diante do descaso do Governo do Estado para com a Educação

Lutamos pela educação pública, gratuita e de qualidade para todos. A última gestão fez um papel de luta, com manifestações, denúncias, campanhas e reuniões. Com a nova gestão não será diferente. Com a construção de grêmios, o contato com os estudantes será ainda melhor. Começaremos o ano letivo como sempre começamos: incentivando, participando e organizando a luta dos estudantes.
O Governo Colombo prometeu muito para a educação, mas não vimos nada de concreto até agora. Em 2013, a UJES apresentou uma lista de reivindicações dos estudantes para o Governo do Estado, e a mesma foi deixada de lado, assim como todas as reivindicações pela melhoria na educação.


Por isso, não esperaremos. A situação das escolas públicas só melhorará se nos organizarmos para que o dinheiro público seja investido nos serviços públicos, e que as escolas tenham estrutura e planejamento adequado para a garantia da educação a todos os estudantes.

Dayane de Oliveira Pacheco
Diretora de Imprensa da UJES

FOTO: Rogério Souza Jr./ND
Udo Dohler reajustará o preço da tarifa do transporte coletivo, que valerá a partir do dia 11 de janeiro. A  passagem passará de R$ 2,80 para R$ 3,00 e de R$3,20 para R$ 3,40 embarcada. Com o fim da concessão com Gidion e a Transtusa, a ação será tomada para atender aos pedidos das empresas responsáveis pelos ônibus de Joinville.

O aumento seria maior ainda, mas com medo da reação popular, principalmente dos estudantes e do Movimento Passe Livre - que já fará uma manifestação contra a prorrogação do contratado da prefeitura com as empresas de ônibus, no dia 8 de janeiro - Udo resolveu deixar o preço em R$3,00.

Udo trabalha para as empresas e seus donos, não para o povo. Em suas próprias palavras: Não vamos construir uma tarifa injusta para as empresas, mas não colocaremos um preço inacessível para o consumidor. Mas aí eu pergunto: o que é um preço acessível para o consumidor, senhor prefeito? É o que o senhor e seus colegas determinam? E um trabalhador e estudante, que precisam usar várias vezes o transporte coletivo, têm condições de aguentar cada “pequeno aumento” desses? Tenho certeza que não, é só ir às ruas e ver a insatisfação dos cidadãos.

A população não quer mais contratos com Gidion e Transtusa. Queremos uma empresa pública de transporte para termos, enfim, a tarifa zero para todos. Queremos o passe livre estudantil, para termos livre acesso a cultura e a todo o espaço da cidade. Queremos ônibus decentes para ir trabalhar, estudar e passear.

Em 180 dias com esse aumento, Udo e a prefeitura de Joinville farão novo acordo com as empresas e traçará mais alguns anos de aumentos e desconforto para a população.
Se nos calarmos, as consequências virão. Nós, estudantes, somos cruciais para determos esses aumentos e as concessões aos empresários. 2014 será ano de mudanças na nossa cidade e isso passa por nós. Atenção a todas as ações feitas pela prefeitura.

Pelo Passe Livre Estudantil!

Pela tarifa zero, com uma empresa pública de transporte!

Por Transporte Público, Gratuito e de Qualidade para Todos!


Manifestação contra o descaso com a educação, no dia 15/5
Estamos a dias do fim de 2013, ano de jornadas históricas. Fomos pegos pela sede de mudança e de insatisfação com o sistema capitalista que ronda todo o mundo e que foram movidos pelos jovens, que transformam reclamações em luta efetiva.

O Brasil foi às ruas, e em Joinville não foi diferente. Trabalhadores de todas as áreas e, principalmente os estudantes, tomaram frente e fizeram das ruas suas casas. A UJES (União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas) foi uma das responsáveis por todo esse rebuliço na “Cidade das Flores”. Representante dos estudantes, ela brigou e discutiu com diretorias e autoridades e trabalhou em busca de soluções para o descaso do Governo Colombo com a educação pública. Interditadas ou em destroços, assim encontram-se as escolas da cidade. Entra governo, sai governo, a vontade de que a educação pública vá à ruína é evidente até para o mais cego.

Bem, conseguimos pouco para melhorar nossas escolas, assim como o transporte coletivo, porém, mesmo em meio a repressão nas escolas e nas ruas, ganhamos, em 2013, mais adeptos que estarão conosco nas próximas manifestações e reivindicações. Com isso, esperamos que 2014 seja o ano que levaremos centenas de milhares às ruas, pois só assim escolas novas e restauradas, hospitais com atendimento digno e transporte gratuito serão conquistados.

Também somos gratos a todo serviço prestado com muito amor e suor do nosso antigo presidente, Luiz Neto, e a todos aqueles que estavam juntos o auxiliando. A nova direção da UJES, que está há tempos já na luta, se compromete e tem o dever de dar continuidade aos trabalhos antes começados e aprofundá-los de forma nunca vista em Joinville e em toda a região.

Que chegue 2014 e toda a jornada de severa opressão, dificuldade e maus tratos com a população, mas que trará mais conquistas e mudanças concretas na sociedade brasileira.

Viva a união e a revolta dos povos, mas que ela seja organizada e orquestrada por aqueles que as levem às verdadeiras e radicais vitórias. 

Feliz ano novo, e que 2014 seja um ano de lutas e conquistas! 

São os votos da nova direção da UJES 2013-2015

Nova direção da Ujes
Os estudantes de Joinville elegeram, neste sábado (7/12), a nova direção da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes). Os jovens foram eleitos sob as bandeiras da defesa da educação pública, combate à repressão e busca do socialismo. O congresso contou com delegados de várias escolas da cidade, que analisaram as consequências das manifestações deste ano e as próximas tarefas.

Na avaliação da estudante de cursinho pré-vestibular Daiane de Oliveira, 18 anos, o evento mostrou que as jornadas de junho despertaram muitos jovens para o movimento estudantil. “Vamos tentar atrair muito mais gente. Para isso, precisamos organizar uma campanha por serviços de transporte, saúde e educação públicos, gratuitos e para todos”, destacou Daiane.

A nova presidente da Ujes é Stefany Rebello Aguiar, 16 anos. Ela é presidente do grêmio estudantil da Escola de Educação Básica Conselheiro Mafra e militante da Juventude Marxista (JM). Stefany liderou as manifestações deste ano contra o fechamento do Conselheiro Mafra e depois para impedir a entrega da unidade para o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Stefany Rebello Aguiar, nova presidente da Ujes 
Para Stefany, o maior desafio para os 14 novos diretores da Ujes será politizar os estudantes. “Nossa tarefa será construir uma organização forte dos estudantes, que eles possam utilizar para resistir aos ataques do governo”, frisou.

O mandato da nova gestão da entidade secundarista tem duração de dois anos. Uma reunião com os membros do grupo eleito já foi convocada para esta semana, quando irão planejar as ações para o início de 2014.