Em 2010 estudantes da Escola Monsehor Sebastião Zcarzello fizeram  ato contra  fechamento da unidade 


No dia 26 de janeiro foi visto pelos moradores do bairro Itaum um principio de incêndio na escola estadual Monsenhor Scarzello. Lugar que deveria atender estudantes e professores, mas hoje esta sendo ocupada por moradores de rua ou usuários de drogas.

A escola está interditada desde 2011 pela vigilância sanitária, até hoje não recebeu sequer uma mínima manutenção, os estudantes que tiveram de procurar por novas escolas e ainda não tem a mínima expectativa de voltarem para o colégio. 




Em 2013 começamos o ano com nove escolas estaduais interditadas pela vigilância sanitária, um reflexo do descaso do governo estadual. São cerca de oito mil estudantes que não irão iniciar as aulas, no dia 14 de fevereiro.

Desde que o governo Colombo assumiu em 2010, fomos vitimas de verdadeiros ataques a educação.  Nenhuma escola é construída há mais 10 anos e as que existem sofrem com o descaso do governo, pois não há a manutenção periódica das mesmas.

As escolas que ainda estão interditadas são o Rui Barbosa (Bucarein), Gertrudes Benta Costa (Itinga), Nagib Zattar (Jardim Paraiso), Conselheiro Mafra (Centro), Osvaldo Aranha (Glória), Rudolf Meyer (Floresta), Tufi Dippe (Iririú), Annes Gualberto (Iririú) e Maria Amim Ghanem (Aventureiro).

Só vamos conseguir barrar esse ataque contra a educação quando os pais, professores e estudantes se unirem e irem às ruas protestar. A Ujes defende a bandeira de uma educação publica gratuita e de qualidade para todos.

Luiz Neto



“Mais de 70% das escolas públicas não têm biblioteca”, esse é o título de uma matéria da revista veja, da semana passada.

Todos nós já conhecemos bem o descaso do governo com as escolas públicas do nosso país. Não há possibilidade de incentivar um aluno a leitura se ele não há disponível um acervo mínimo de livros.Tanto não se importa que das 7.284 instituições inauguradas em 2011, apenas 21% possuem biblioteca e as que possuem o espaço, muitas vezes não conseguem mantê-lo, pois não há bibliotecárias disponíveis para o cargo.

O governo do estado de Santa Catarina se quer, possui concurso para bibliotecário. Logo, mesmo possuindo um acervo, eles não estão disponíveis aos alunos sempre que precisam.
Segundo a lei 12.244 as instituições de ensino do País, públicas e privadas, devem ter uma biblioteca até o ano de 2020. Para que isso aconteça, o governo deverá construir, em média, 34 bibliotecas por dia para se regulamentar a essa lei.

Ponho como exemplo a Escola Estadual João Rocha, que não possui uma biblioteca, e sim, um depósito de livros didáticos e um pequeno acervo, não disponível aos alunos em todos os períodos por não possuir uma bibliotecária para o cargo, mas sim, uma professora afastada por problemas físicos.
O Grêmio Estudantil do colégio luta para que a biblioteca esteja em condições de uso, e que tenha um funcionário disponível para orientar os alunos. Sem partir dos alunos, que são os principais prejudicados, essa lei não será posta em prática.

O Grêmio é a representatividade dos estudantes, engloba os problemas e faz a frente para lutar por melhorias.

Por isso é de extrema importância que todos os colégios públicos possuam um grêmio, pois só assim poderemos ser ouvidos e, principalmente, garantir que nossos direitos e reivindicações sejam atendidos.
A Ujes, como uma união dos grêmios de Joinville, estará junto com os alunos nessa luta, por uma educação pública e de qualidade, por bibliotecas nas escolas, pois é nosso direito e só lutando poderemos conquistá-lo.

Dayane de Oliveira Pacheco
Diretora de Imprensa da Ujes


Como brinde de fim de ano os estudantes e trabalhadores receberam do governo municipal um aumento da passagem de ônibus. O ex-prefeito Carlito Merss reajustou a tarifa de R$ 2,75 para R$ 3,00 e a embarcada de R$ 3,10 para R$ 3,35. 

No segundo dia do novo ano, o prefeito eleito Udo Döhler revoga o valor da passagem dado por Carlito e concede novo reajuste. Ele aumenta R$ 2,75 para R$ 2,90 e de R$ 3,10 para R$ 3,30. Mesmo concedendo valor menor, Udo aumentou o valor da tarifa, que continua 300% acima da inflação. Ou seja, o novo governo continua favorecendo as empresas privadas do transporte coletivo. 



Tradução: Para lá nós vamos!

O ano de 2012 vai chegando ao fim festas, comemorações e alegria. Não para a educação, que durante todo o ano sofreu com o descaso do governo. 

O Sindicato dos trabalhadores da educação (Sinte) organizou no começo do ano a luta dos professores pelo piso salarial que o governo Colombo se nega a pagar com a desculpa de não ter dinheiro. A Ujes esteve mobilizando os estudantes em apoio aos professores, pois acreditamos que profissionais melhor remunerados irão trazer mais qualidade para o ensino.

Conselheiro Mafra interditado Imagem: A Notícia 

Há atualmente 18 escolas na lista da Vigilância Sanitária de Joinville, dentre elas, a centenária Escola Estadual Conselheiro Mafra, que passará pela sua sexta interdição. Segundo a fiscal Lia de Abreu, caso não houver reforma da parte do Governo, a escola não abrirá as portas em 2013. 

Veja o gráfico do aumento da tarifa do transporte coletivo 

O pedido de 12% de aumento na tarifa do transporte coletivo feito pelas empresas Gidion e Transtusa à prefeitura de Joinville é absurdo. Como noticiou o Jornal A Notícia, os empresários querem o dobro da inflação. O jornal também cogita a possibilidade que o reajuste seja a inflação. Isso deixaria o preço da passagem de R$ 2,75 para R$ 2,90, antecipada e embarcada pode subir de R$ 3,10 para algo em torno de R$ 3,25. 

Outro absurdo, pois ao compararmos a inflação de 1996 até 2012 à tarifa está cerca de 200% acima do seu preço real. Ou seja, mesmo que o prefeito Carlito Merss conceda somente a inflação, o preço da passagem estará muito longe da realidade. 

Além disso, a cidade passou esse ano por três Audiências do Transporte Coletivo, estamos discutindo a mudança nesse serviço. Não seria mais prudente deixarmos qualquer discussão, sobre aumento ou não aumento, para quando esse período encerrasse? Afinal, temos outros elementos importantes nesse debate que nos levam a não aceitar nenhum reajuste. 

Em entrevista concedida ao jornal dos estudantes de Jornalismo do Bom Jesus Ielusc, Primeira Pauta, o chefe de gabinete Eduardo Dalbosco e Vladimir Tavares Constante, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (IPPUJ), dão declarações sobre controle precário do poder público sobre valor da tarifa. Segundo Dalbosco, há uma zona cinzenta de informações que onera o sistema como um todo. Já Constante diz que a prefeitura fica refém das informações das empresas que prestam serviço. 

Podemos acrescentar ainda o fato de que as empresas tem concessão para o transporte regular, mas atuam no transporte diferenciado. Levam os trabalhadores para as empresas e os estudantes para as escolas. Outro grande problema, pois o dinheiro ganho com esse serviço não entra no cálculo da tarifa. Isso colabora para que as empresas solicitem valores altos nas passagens. 

Afinal, os empresários se utilizam da mesma estrutura do transporte regular: a garagem, os motoristas, mecânicos e às vezes até os ônibus são os mesmos. Podendo até estar custeando a manutenção e o pessoal também pela tarifa do sistema público. 


Um novo modelo de transporte


A união Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) acredita que esses argumentos são suficientes para que o prefeito atual não conceda um novo aumento. Acreditamos que o grande problema do transporte em Joinville é o fato de ele ser um serviço privado, pois além de pagarmos o serviço estamos pagando pelo lucro dos empresários. Nossa defesa é que haja uma única empresa na cidade pública administrada pela prefeitura de Joinville. 

Convocamos todos os estudantes, pais, professores para a manifestação para dia 20 de dezembro, às 17h30, em frente à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR). Vamos protestar contra a destruição dos serviços públicos e contra qualquer reajuste da tarifa do transporte coletivo.

Reunião com secretário da Educação em Florianópolis 

Na tarde de ontem (12/12), em Florianópolis, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE), da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (UJES) e parlamentares de Joinville se reuniram com o secretário estadual da educação, Eduardo Deschamps para discutir a situação das escolas estaduais da região norte.



Em reunião na noite de ontem (12/12) o Comitê Popular de luta (CPL) convocou manifestação para dia 20 de dezembro, às 17h30, em frente à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR). O objetivo do ato é protestar contra a destruição dos serviços públicos e contra qualquer reajuste da tarifa do transporte coletivo.