Nessa quinta-feira (11/04) os alunos da escola Engenheiro Annes Gualberto, no Bairro Iriríu fizeram uma manifestação em frente à escola reivindicando a reforma imediata. A escola, segundo o governo encontra-se em reforma desde 18 de março, sem previsão de término.




As interdições das escolas em Joinville demonstram que a prioridade dos governos não é a educação pública. Afinal, um governo que prioriza a educação, não ficaria 10 anos sem construir uma escola de ensino médio na maior cidade do estado. Também não deixaria nove escolas serem interditadas por falta de manutenção e nem fecharia duas escolas de educação infantil.



O projeto Cine debate da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas irá exibir o filme Panteras Negras, no dia 14 de abril, às 16h, no Sindicato dos servidores públicos de Joinville (sinsej). O filme mostra os amigos Huey Newton (Marcus Chong) e Bobby Seale (Courtney B. Vance), que formam um novo partido dedicado em proteger os negros das violentas arbitrariedades dos policiais brancos, na cidade Oakland, Califórnia, em 1967. 

Influenciados pelas ideias do líder revolucionário chinês Mao Tse Tung o partido se organiza com o objetivo de conscientizar a comunidade negra da importância da luta contra o racismo e por melhorias na vida do povo, que para eles era causado pelo capitalismo. 

O Sindicato dos Servidores de Joinville (Sinsej), Rua Lages, 84 Centro. A entrada é franca e todos podem assistir ao filme.



Há mais de dez anos o governo do estado de Santa Catarina não constrói escolas de ensino médio, em Joinville. Nesse tempo, todos os candidatos que ganharam as eleições para o governo estadual prometeram novas escolas. Infelizmente, nenhum cumpriu e o povo sofre com as consequências.

No ano passado (2012), o governo Colombo decidiu fechar as extensões de ensino médio, nas escolas do município. Sem construir novas escolas e garantir vagas nas proximidades das residências dos alunos o governo decidiu não abrir mais as extensões, que funcionavam em período noturno, em bairros que não possuem instituição de ensino médio.

Esse ano, em reunião na Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) o engenheiro Fabiano Lopes de Sousa da Secretaria de Desenvolvimento Regional disse que somente as escolas do Parque Guarani e Vila Nova irão ser construídas. Ou seja, não há previsão para a construção de escolas no Bairro Aventureiro, Espinheiros e Morro do Meio, Itaum que foram prometidas pelo governo Colombo.

A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (UJES) acredita que somente com a mobilização poderemos conquistar a construção das escolas. O atual governo já provou que pouco entende do problema da população. Precisamos ir para às ruas, mobilizar os estudantes, pais e professores para cobrar que o governo invista em educação e construa as escolas que Joinville precisa.




As interdições parecem estar fazendo parte do nosso calendário escolar. Segundo a Vigilância Sanitária, o principal motivo tem sido a falta de manutenção e as reformas. Nos últimos anos o governador Raimundo Colombo tem sido notificado sobre os problemas da educação, mas até o presente momento nenhuma ação para solucionar o problema foi executada.

Em 2010 estudantes da Escola Monsehor Sebastião Zcarzello fizeram  ato contra  fechamento da unidade 


No dia 26 de janeiro foi visto pelos moradores do bairro Itaum um principio de incêndio na escola estadual Monsenhor Scarzello. Lugar que deveria atender estudantes e professores, mas hoje esta sendo ocupada por moradores de rua ou usuários de drogas.

A escola está interditada desde 2011 pela vigilância sanitária, até hoje não recebeu sequer uma mínima manutenção, os estudantes que tiveram de procurar por novas escolas e ainda não tem a mínima expectativa de voltarem para o colégio. 




Em 2013 começamos o ano com nove escolas estaduais interditadas pela vigilância sanitária, um reflexo do descaso do governo estadual. São cerca de oito mil estudantes que não irão iniciar as aulas, no dia 14 de fevereiro.

Desde que o governo Colombo assumiu em 2010, fomos vitimas de verdadeiros ataques a educação.  Nenhuma escola é construída há mais 10 anos e as que existem sofrem com o descaso do governo, pois não há a manutenção periódica das mesmas.

As escolas que ainda estão interditadas são o Rui Barbosa (Bucarein), Gertrudes Benta Costa (Itinga), Nagib Zattar (Jardim Paraiso), Conselheiro Mafra (Centro), Osvaldo Aranha (Glória), Rudolf Meyer (Floresta), Tufi Dippe (Iririú), Annes Gualberto (Iririú) e Maria Amim Ghanem (Aventureiro).

Só vamos conseguir barrar esse ataque contra a educação quando os pais, professores e estudantes se unirem e irem às ruas protestar. A Ujes defende a bandeira de uma educação publica gratuita e de qualidade para todos.

Luiz Neto



“Mais de 70% das escolas públicas não têm biblioteca”, esse é o título de uma matéria da revista veja, da semana passada.

Todos nós já conhecemos bem o descaso do governo com as escolas públicas do nosso país. Não há possibilidade de incentivar um aluno a leitura se ele não há disponível um acervo mínimo de livros.Tanto não se importa que das 7.284 instituições inauguradas em 2011, apenas 21% possuem biblioteca e as que possuem o espaço, muitas vezes não conseguem mantê-lo, pois não há bibliotecárias disponíveis para o cargo.

O governo do estado de Santa Catarina se quer, possui concurso para bibliotecário. Logo, mesmo possuindo um acervo, eles não estão disponíveis aos alunos sempre que precisam.
Segundo a lei 12.244 as instituições de ensino do País, públicas e privadas, devem ter uma biblioteca até o ano de 2020. Para que isso aconteça, o governo deverá construir, em média, 34 bibliotecas por dia para se regulamentar a essa lei.

Ponho como exemplo a Escola Estadual João Rocha, que não possui uma biblioteca, e sim, um depósito de livros didáticos e um pequeno acervo, não disponível aos alunos em todos os períodos por não possuir uma bibliotecária para o cargo, mas sim, uma professora afastada por problemas físicos.
O Grêmio Estudantil do colégio luta para que a biblioteca esteja em condições de uso, e que tenha um funcionário disponível para orientar os alunos. Sem partir dos alunos, que são os principais prejudicados, essa lei não será posta em prática.

O Grêmio é a representatividade dos estudantes, engloba os problemas e faz a frente para lutar por melhorias.

Por isso é de extrema importância que todos os colégios públicos possuam um grêmio, pois só assim poderemos ser ouvidos e, principalmente, garantir que nossos direitos e reivindicações sejam atendidos.
A Ujes, como uma união dos grêmios de Joinville, estará junto com os alunos nessa luta, por uma educação pública e de qualidade, por bibliotecas nas escolas, pois é nosso direito e só lutando poderemos conquistá-lo.

Dayane de Oliveira Pacheco
Diretora de Imprensa da Ujes