Em 2013 começamos o ano com nove escolas estaduais interditadas pela
vigilância sanitária, um reflexo do descaso do governo estadual. São cerca de
oito mil estudantes que não irão iniciar as aulas, no dia 14 de fevereiro.
Desde que o governo Colombo assumiu em 2010, fomos vitimas de verdadeiros
ataques a educação. Nenhuma escola é
construída há mais 10 anos e as que existem sofrem com o descaso do governo,
pois não há a manutenção periódica das mesmas.
As escolas que ainda
estão interditadas são o Rui Barbosa (Bucarein), Gertrudes Benta Costa
(Itinga), Nagib Zattar (Jardim Paraiso), Conselheiro Mafra (Centro), Osvaldo
Aranha (Glória), Rudolf Meyer (Floresta), Tufi Dippe (Iririú), Annes Gualberto
(Iririú) e Maria Amim Ghanem (Aventureiro).
Só vamos conseguir
barrar esse ataque contra a educação quando os pais, professores e estudantes
se unirem e irem às ruas protestar. A Ujes defende a
bandeira de uma educação publica gratuita e de qualidade para todos.
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“Mais
de 70% das escolas públicas não têm biblioteca”, esse é o título de uma matéria
da revista veja, da semana passada.
Todos
nós já conhecemos bem o descaso do governo com as escolas públicas do nosso
país. Não há possibilidade de incentivar um aluno a leitura se ele não há
disponível um acervo mínimo de livros.Tanto não se importa que das 7.284 instituições
inauguradas em 2011, apenas 21% possuem biblioteca e as que possuem o espaço, muitas
vezes não conseguem mantê-lo, pois não há bibliotecárias disponíveis para o
cargo.
O
governo do estado de Santa Catarina se quer, possui concurso para
bibliotecário. Logo, mesmo possuindo um acervo, eles não estão disponíveis aos
alunos sempre que precisam.
Segundo a lei 12.244 as instituições de ensino
do País, públicas e privadas, devem ter uma biblioteca até o ano de 2020. Para
que isso aconteça, o governo deverá construir, em média, 34 bibliotecas por dia
para se regulamentar a essa lei.
Ponho como exemplo a Escola Estadual João
Rocha, que não possui uma biblioteca, e sim, um depósito de livros didáticos e
um pequeno acervo, não disponível aos alunos em todos os períodos por não possuir
uma bibliotecária para o cargo, mas sim, uma professora afastada por problemas
físicos.
O Grêmio Estudantil do colégio luta para que a
biblioteca esteja em condições de uso, e que tenha um funcionário disponível
para orientar os alunos. Sem partir dos alunos, que são os principais
prejudicados, essa lei não será posta em prática.
O Grêmio é a representatividade dos estudantes,
engloba os problemas e faz a frente para lutar por melhorias.
Por isso é de extrema importância que todos os
colégios públicos possuam um grêmio, pois só assim poderemos ser ouvidos e,
principalmente, garantir que nossos direitos e reivindicações sejam atendidos.
A Ujes, como uma união dos grêmios de
Joinville, estará junto com os alunos nessa luta, por uma educação pública e de
qualidade, por bibliotecas nas escolas, pois é nosso direito e só lutando poderemos
conquistá-lo.
Dayane de Oliveira Pacheco
Diretora de Imprensa da Ujes
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Como brinde de fim de ano os estudantes e trabalhadores receberam do governo municipal um aumento da passagem de ônibus. O ex-prefeito Carlito Merss reajustou a tarifa de R$ 2,75 para R$ 3,00 e a embarcada de R$ 3,10 para R$ 3,35.
No segundo dia do novo ano, o prefeito eleito Udo Döhler revoga o valor da passagem dado por Carlito e concede novo reajuste. Ele aumenta R$ 2,75 para R$ 2,90 e de R$ 3,10 para R$ 3,30. Mesmo concedendo valor menor, Udo aumentou o valor da tarifa, que continua 300% acima da inflação. Ou seja, o novo governo continua favorecendo as empresas privadas do transporte coletivo.
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O ano de 2012 vai chegando ao fim festas, comemorações e alegria. Não para a educação, que durante todo o ano sofreu com o descaso do governo.
O Sindicato dos trabalhadores da educação (Sinte) organizou no começo do ano a luta dos professores pelo piso salarial que o governo Colombo se nega a pagar com a desculpa de não ter dinheiro. A Ujes esteve mobilizando os estudantes em apoio aos professores, pois acreditamos que profissionais melhor remunerados irão trazer mais qualidade para o ensino.
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| Conselheiro Mafra interditado Imagem: A Notícia |
Há atualmente 18 escolas na lista da Vigilância Sanitária de Joinville, dentre elas, a centenária Escola Estadual Conselheiro Mafra, que passará pela sua sexta interdição. Segundo a fiscal Lia de Abreu, caso não houver reforma da parte do Governo, a escola não abrirá as portas em 2013.
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| Veja o gráfico do aumento da tarifa do transporte coletivo |
O pedido de 12% de aumento na tarifa do transporte coletivo feito pelas empresas Gidion e Transtusa à prefeitura de Joinville é absurdo. Como noticiou o Jornal A Notícia, os empresários querem o dobro da inflação. O jornal também cogita a possibilidade que o reajuste seja a inflação. Isso deixaria o preço da passagem de R$ 2,75 para R$ 2,90, antecipada e embarcada pode subir de R$ 3,10 para algo em torno de R$ 3,25.
Outro absurdo, pois ao compararmos a inflação de 1996 até 2012 à tarifa está cerca de 200% acima do seu preço real. Ou seja, mesmo que o prefeito Carlito Merss conceda somente a inflação, o preço da passagem estará muito longe da realidade.
Além disso, a cidade passou esse ano por três Audiências do Transporte Coletivo, estamos discutindo a mudança nesse serviço. Não seria mais prudente deixarmos qualquer discussão, sobre aumento ou não aumento, para quando esse período encerrasse? Afinal, temos outros elementos importantes nesse debate que nos levam a não aceitar nenhum reajuste.
Em entrevista concedida ao jornal dos estudantes de Jornalismo do Bom Jesus Ielusc, Primeira Pauta, o chefe de gabinete Eduardo Dalbosco e Vladimir Tavares Constante, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (IPPUJ), dão declarações sobre controle precário do poder público sobre valor da tarifa. Segundo Dalbosco, há uma zona cinzenta de informações que onera o sistema como um todo. Já Constante diz que a prefeitura fica refém das informações das empresas que prestam serviço.
Podemos acrescentar ainda o fato de que as empresas tem concessão para o transporte regular, mas atuam no transporte diferenciado. Levam os trabalhadores para as empresas e os estudantes para as escolas. Outro grande problema, pois o dinheiro ganho com esse serviço não entra no cálculo da tarifa. Isso colabora para que as empresas solicitem valores altos nas passagens.
Afinal, os empresários se utilizam da mesma estrutura do transporte regular: a garagem, os motoristas, mecânicos e às vezes até os ônibus são os mesmos. Podendo até estar custeando a manutenção e o pessoal também pela tarifa do sistema público.
Um novo modelo de transporte
A união Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes) acredita que esses argumentos são suficientes para que o prefeito atual não conceda um novo aumento. Acreditamos que o grande problema do transporte em Joinville é o fato de ele ser um serviço privado, pois além de pagarmos o serviço estamos pagando pelo lucro dos empresários. Nossa defesa é que haja uma única empresa na cidade pública administrada pela prefeitura de Joinville.
Convocamos todos os estudantes, pais, professores para a manifestação para dia 20 de dezembro, às 17h30, em frente à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR). Vamos protestar contra a destruição dos serviços públicos e contra qualquer reajuste da tarifa do transporte coletivo.
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| Reunião com secretário da Educação em Florianópolis |
Na tarde de ontem (12/12), em
Florianópolis, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE),
da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (UJES) e parlamentares de Joinville
se reuniram com o secretário estadual da educação, Eduardo Deschamps para
discutir a situação das escolas estaduais da região norte.
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Escolas Interditadas
Em reunião na noite de ontem (12/12) o Comitê Popular de luta (CPL) convocou manifestação para dia 20 de dezembro, às 17h30, em frente à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR). O objetivo do ato é protestar contra a destruição dos serviços públicos e contra qualquer reajuste da tarifa do transporte coletivo.
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O anúncio de interdição de 18
escolas em Joinville pela Vigilância Sanitária, nas próximas sexta-feira (14) e
segunda-feira (17) demonstra o descaso do governo estadual e municipal com a
educação. A interdição pela sexta vez do Conselheiro Mafra só prova o descaso
do governo estadual, que além de não construir novas escolas, não garante a
manutenção das atuais.
Por esse motivo, a União
Joinvilense dos Estudantes Secundarista (Ujes) denuncia à destruição da escola
pública feita pelos governos quando não fazem a manutenção das escolas e nem
constrói novas. Estamos convocando todos os estudantes para junto conosco e o
Comitê Popular de Luta (CPL) organizar uma manifestação em defesa dos serviços
públicos de qualidade para todos.
Direção da Ujes
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